Leituras de 07/10/10


ANO LITÚRGICO “C” – XXVII SEMANA DO TEMPO COMUM

Quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Branco – Prefácio de Maria – Ofício da Memória

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Antífona: Ave, Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco. Bendita sois vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre (Lc 1,28.42).

Oração do Dia: Derramai, ó Deus, a vossa graça em nossos corações, para que, conhecendo, pela mensagem do anjo, a encarnação do Cristo, vosso Filho, cheguemos, por sua paixão e cruz, à glória da ressurreição pela intercessão da virgem Maria. Por nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Primeira Leitura: Atos 1, 12-14

Leitura do livro dos Atos dos Apóstolos:

12 Voltaram eles então para Jerusalém do monte chamado das Oliveiras, que fica perto de Jerusalém, distante uma jornada de sábado.
13 Tendo entrado no cenáculo, subiram ao quarto de cima, onde costumavam permanecer. Eram eles: Pedro e João, Tiago, André, Filipe, Tomé, Bartolomeu, Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão, o Zelador, e Judas, irmão de Tiago.

14 Todos eles perseveravam unanimemente na oração, juntamente com as mulheres, entre elas Maria, mãe de Jesus, e os irmãos dele.

Palavra do Senhor.

Graças a Deus!

Salmo Responsorial: Lucas 1

Bendita sejais, ó virgem Maria;
trouxestes no ventre a palavra eterna!

A minha alma engrandece o Senhor,

e se alegrou o meu espírito em Deus, meu salvador.

Pois ele viu a pequenez de sua serva,

desde agora as gerações hão de chamar-me de bendita.

O Poderoso fez por mim maravilhas

e santo é o seu nome!

Seu amor, de geração em geração,

chega a todos os que o respeitam.

Demonstrou o poder de seu braço,

dispersou os orgulhosos.

Derrubou os poderosos de seus tronos

e os humildes exaltou.

De bens saciou os famintos

e despediu, sem nada, os ricos.

Acolheu Israel, seu servidor,

fiel ao seu amor,

como havia prometido aos nossos pais,

em favor de Abraão e de seus filhos, para sempre.

Evangelho: Lucas 1, 26-38


Aleluia, aleluia, aleluia.
Maria, alegra-te, ó cheia de graça, o Senhor é contigo; és bendita entre todas as mulheres da terra! (Lc 1,28).

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas:

26 No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré,
27 a uma virgem desposada com um homem que se chamava José, da casa de Davi e o nome da virgem era Maria.
28 Entrando, o anjo disse-lhe: Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo.
29 Perturbou-se ela com estas palavras e pôs-se a pensar no que significaria semelhante saudação.
30 O anjo disse-lhe: Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus.
31 Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus.
32 Ele será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó,
33 e o seu reino não terá fim.
34 Maria perguntou ao anjo: Como se fará isso, pois não conheço homem?
35 Respondeu-lhe o anjo: O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra. Por isso o ente santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus.
36 Também Isabel, tua parenta, até ela concebeu um filho na sua velhice; e já está no sexto mês aquela que é tida por estéril,
37 porque a Deus nenhuma coisa é impossível.
38 Então disse Maria: Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo afastou-se dela.

Palavra da Salvação.
Glória a Vós, Senhor!


Alegra-te! (Lc 1, 26-38)

Muitas traduções omitem esse convite à alegria. Traduzem-no por uma saudação romana: Ave! Ora, o texto grego, de São Lucas, traz a expressão Chaire, fazendo ecoar o brado de Sofonias (3, 14): “Grita de alegria, filha de Sião, brada aclamações, Israel, rejubila-te, ri com gosto, filha de Jerusalém. O Senhor cancelou as sentenças que pesavam sobre ti, afastou teu inimigo. O rei de Israel, o Senhor, ele mesmo, está no meio de ti, não terás mais de temer o mal.” (Sf 3, 14-15.)

Se, por um lado, a filha de Sião é o próprio povo escolhido, que há séculos espera pelo cumprimento das promessas relativas ao Messias, por outro lado Maria encarna e resume em sua pessoa esse mesmo Israel. É a iminência do cumprimento da promessa e a chegada do Messias “no meio do seu povo” que motiva a alegria. Acabou a longa noite da tristeza, quando as sentinelas vigiavam, à espera dos lampejos róseos da aurora. Eis o Sol!

Gabriel, o mensageiro da Anunciação, compreendia muito bem o alcance da boa notícia que ele trazia à Virgem de Nazaré. Por isso mesmo, sua primeira frase convida ao júbilo espiritual. Não é preciso muita imaginação para avaliar com que alegria a jovem Maria galgou as montanhas de Judá até a casa de Isabel. Essa mesma alegria – fruto do Espírito Santo – projetou-se em Isabel e no filho que esperava, o Precursor de Cristo.

E nós? Nossa vivência religiosa é experiência de alegria? Ou somos devotos sonolentos, fiéis que mercadejam graças, católicos lamurientos, sempre insatisfeitos com nossa cruz? Que é que brota de nossa inserção na Igreja? Que efeitos gera em nós a comunhão eucarística? Que frutos colhemos do contato com a Palavra de Deus?

Já diziam os antigos: um santo triste é um triste santo! Nossa alegria pode ser o estímulo que atraia muita gente para Jesus. Nosso azedume e nossas queixas certamente hão de escandalizar os mais próximos, ao constatarem que nossa religião não se transforma em vida…

Claro, não confundamos alegria com alacridade. As maritacas são álacres, barulhentas. Certos grupos religiosos podem parecer animados, mas não passam de agitados. A verdadeira alegria não é muscular, epidérmica. Uma alegria profunda é serena e tranquila; podemos chamá-la de letícia. Ou de paz interior. A alegria é um outro nome da Paz…

Orai sem cessar: “Minha única alegria se encontra no Senhor!” (Sl 104, 34)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.


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Comentário ao Evangelho do dia feito por:

Simeão, o Novo Teólogo (c. 949-1022), monge grego
Hinos, n°29 (a partir da trad. SC 174, pp. 315ss.)

«Quanto mais o Pai do Céu dará o Espírito Santo àqueles que lho pedem!»

De onde vens? Como penetras,

no interior da minha cela,

fechada de todos os lados?

Com efeito, isto é estranho,

ultrapassa a palavra e o pensamento.

Mas o fato de vires até mim,

subitamente todo inteiro, e de brilhares,

o fato de Te deixares ver sob uma forma luminosa,

como a Lua na sua plena luz,

deixa-me incapaz de pensar

e sem voz, meu Deus!

Sei bem que és

Aquele que veio para iluminar

os que estão nas trevas (Lc 1,79),

e fico estupefato,

fico privado de senso e de palavras

ao ver tão estranha maravilha

que ultrapassa toda a criação,

toda a natureza e todas as palavras. […]

Como é que Deus está fora do universo

pela Sua essência e a Sua natureza,

pelo Seu poder e pela Sua glória,

e ao mesmo tempo habita em tudo e em todos,

mas de uma maneira especial nos Seus santos?

Como arma neles a Sua tenda

de forma consciente e substancial,

Ele que está totalmente para lá da substância?

Como está contido nas suas entranhas,

Ele que contém toda a criação?

Como é que brilha no coração deles,

este coração carnal e espesso?

Como é que Ele está no interior deste,

como é que Ele está fora de tudo,

mas preenche tudo?

Como é que de noite e de dia

brilha sem ser visto?

Diz-me, pode o espírito do homem

conceber todos estes mistérios,

ou poderá exprimi-los?

Seguramente que não! Nem um anjo

nem um arcanjo to poderiam explicar;

seriam incapazes

de to expor por meio de palavras.

Só o Espírito Santo, porque é divino,

conhece estes mistérios

e os sabe, porque apenas Ele

partilha a natureza, o trono e a eternidade

com o Filho e o Pai.

É pois àqueles a quem este Espírito resplandecerá

e com quem Se unirá liberalmente

que Ele mostra tudo de forma inexprimível. […]

É como um cego: quando vê,

vê primeiramente a luz

e em seguida toda a criação

que está na luz, oh maravilha!

Do mesmo modo, aquele que foi iluminado

pelo Espírito divino na sua alma

entra imediatamente em comunhão com a luz

e contempla a luz,

a luz de Deus, do próprio Deus,

que também lhe mostra tudo,

ou antes, tudo o que Deus decidir,

tudo o que Ele desejar e quiser mostrar.

Àqueles que ilumina com a Sua luz

Ele permite ver o que se encontra na luz divina.

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7 DE OUTUBRO

34. NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO

Memória

Por Francisco Fernández-Carvajal, sacerdote

– O Rosário, arma poderosa.

– Contemplar os mistérios do Rosário.

– A ladainha lauretana.

Esta festa foi instituída por São Pio V para comemorar e agradecer à Virgem a sua ajuda na vitória sobre os turcos em Lepanto, no dia 7 de outubro de 1571. É famoso o seu Breve Consueverunt (14-IX-1569), que via no Rosário um presságio da vitória. Clemente XI estendeu a festa a toda a Igreja no dia 3-X-1716. Leão XIII conferiu-lhe um nível litúrgico mais elevado e publicou nove admiráveis Encíclicas sobre o Santo Rosário. São Pio X fixou definitivamente a festa no dia 7 de outubro. A celebração deste dia é um convite para que todos rezemos e meditemos os mistérios da vida de Jesus e de Maria, que se contemplam nesta devoção mariana.

I. E, ENTRANDO O ANJO onde ela estava, disse-lhe: Salve, cheia de graça, o Senhor é contigo1. Com estas palavras, o anjo saudou Nossa Senhora, e nós as vimos repetindo incontáveis vezes em tons e circunstâncias muito diferentes.

Na Idade Média, saudava-se a Virgem Maria com o título de rosa (Rosa mystica), símbolo de alegria. Adornavam-se as suas imagens – como agora – com uma coroa ou ramo de rosas (em latim medieval Rosarium), como expressão dos louvores que brotavam dos corações cheios de amor. E os que não podiam recitar os cento e cinqüenta salmos do ofício divino substituíam-no por outras tantas Ave-Marias, servindo-se para contá-las de uns grãos enfiados por dezenas ou de nós feitos numa corda. Ao mesmo tempo, meditava-se a vida da Virgem e do Senhor. A Ave-Maria, recitada desde sempre na Igreja e recomendada freqüentemente pelos Papas e Concílios, tinha inicialmente uma forma breve; mais tarde, adquiriu a sua feição definitiva quando lhe foi acrescentada a petição por uma boa morte: rogai por nós, pecadores, agora e na hora da nossa morte; em cada situação, agora, e no momento supremo de nos encontrarmos com o Senhor. Estruturaram-se também os mistérios, o argumento de cada dezena, contemplando-se assim os acontecimentos centrais da vida de Jesus e de Maria, como um compêndio do ano litúrgico e de todo o Evangelho. Também se fixou a recitação da Ladainha: um cântico cheio de amor, de louvores a Nossa Senhora e de súplicas, de manifestações de júbilo e de alegria.

São Pio V atribuiu a vitória de Lepanto – obtida no dia 7 de outubro de 1571 e com a qual desapareceram graves ameaças à fé dos cristãos – à intercessão da Santíssima Virgem, invocada em Roma e em todo o orbe cristão através do Santo Rosário. Por esse motivo, foi acrescentada à ladainha a invocação Auxilium christianorum. Desde então, esta devoção à Virgem foi constantemente recomendada pelos Sumos Pontífices como “oração pública e universal pelas necessidades ordinárias e extraordinárias da Igreja santa, das nações e do mundo inteiro”2.

Neste mês de outubro, que a Igreja dedica a honrar a nossa Mãe do Céu especialmente através do rosário, devemos verificar com que amor o rezamos, como contemplamos cada um dos seus mistérios, se oferecemos cada dezena por intenções cheias de santa ambição, como aqueles cristãos que, com a sua oração, alcançaram da Virgem uma vitória tão decisiva para toda a cristandade. Perante as dificuldades que experimentamos, perante a ajuda tão grande de que precisamos no apostolado, para levarmos adiante a família e aproximá-la mais de Deus, nas batalhas da vida interior, não podemos esquecer que “como em outros tempos, o Rosário há de ser hoje arma poderosa para vencermos na luta interior e para ajudarmos todas as almas”3.

II. O NOME ROSÁRIO provém do conjunto de orações, à maneira de rosas, que dedicamos à Virgem4. Também como rosas foram os dias da Virgem: “Rosas brancas e rosas vermelhas; brancas de serenidade e pureza, vermelhas de sofrimento e amor. São Bernardo diz que a própria Virgem foi uma rosa de neve e sangue. Já tentamos alguma vez desfiar as contas da sua vida, dia a dia, por entre os dedos das nossas mãos?”5 É o que fazemos ao contemplarmos as cenas – mistérios – da vida de Jesus e de Maria que se intercalam a cada dez Ave-Marias.

Nas cenas do Rosário, divididas em três grupos, percorremos os diversos aspectos dos grandes mistérios da salvação: o da Encarnação, o da Redenção e o da vida eterna6. Nesses mistérios, de uma forma ou de outra, temos sempre presente a Virgem. Não se trata apenas de repetir monotonamente as Ave-Marias a Nossa Senhora, mas de contemplar também os mistérios que se consideram em cada dezena. A meditação desses mistérios causa um grande bem à nossa alma, pois vai-nos identificando com os sentimentos de Cristo e permite-nos viver num clima de intensa piedade: alegramo-nos com Cristo gozoso, sofremos com Cristo paciente, vivemos antecipadamente na esperança, na glória de Cristo glorificado7.

Para realizarmos melhor essa contemplação dos mistérios, pode ser-nos útil seguir este conselho prático: “Demora-te por uns segundos – três ou quatro – num silêncio de meditação, considerando o respectivo mistério do Rosário, antes de recitares o Pai-Nosso e as Ave-Marias de cada dezena”8. É aproximarmo-nos da cena como um personagem mais, imaginar os sentimentos de Cristo, de Maria, de José…

Desse modo, procurando com simplicidade “assomar” à cena que se propõe em cada mistério, o Rosário “é uma conversa com Maria que nos conduz igualmente à intimidade com o seu Filho”9. Familiarizamo-nos no meio dos nossos assuntos quotidianos com as verdades da nossa fé, e essa contemplação – que pode ser feita mesmo no meio da rua, do trabalho –, ajuda-nos a estar mais alegres, a comportar-nos melhor com as pessoas que se relacionam conosco. A vida de Jesus, por meio da Virgem, torna-se vida também em nós, e aprendemos a amar mais a nossa Mãe do Céu. Quanta verdade nestes versos do poeta: “Tu que achas esta devoção / monótona e cansada, e não rezas / porque sempre repetes os mesmos sons…, / tu não entendes de amores e tristezas: / que pobre se cansou de pedir dons, / que enamorado de dizer coisas ternas?”10

III. DEPOIS DE CONTEMPLARMOS os mistérios da vida de Jesus e de Nossa Senhora com o Pai-Nosso e a Ave-Maria, terminamos o Rosário com a ladainha lauretana e algumas petições que variam conforme as regiões, as famílias ou a piedade pessoal.

A origem das ladainhas remonta aos primeiros séculos do cristianismo. Eram orações breves, dialogadas entre os ministros do culto e o povo fiel, e tinham um especial caráter de invocação à misericórdia divina. Rezavam-se durante a Missa e, mais especialmente, nas procissões. A princípio, dirigiam-se ao Senhor, mas em breve surgiram também as invocações à Virgem e aos santos. As primícias das ladainhas marianas são os elogios cheios de amor dos cristãos à sua Mãe do Céu e as expressões de admiração dos Santos Padres, especialmente no Oriente.

A Ladainha que se reza atualmente no Rosário começou a ser cantada solenemente no Santuário de Loreto (de onde procede o nome de ladainha lauretana) por volta do ano 1500, mas baseia-se numa tradição antiqüíssima. Desse lugar espalhou-se por toda a Igreja.

Cada invocação é uma jaculatória cheia de amor que dirigimos à Virgem e que nos mostra um aspecto da riqueza da alma de Maria. Agrupam-se em torno das principais verdades marianas: a maternidade divina de Maria, a sua virgindade perpétua, a sua mediação, a sua realeza universal e a sua exemplaridade como caminho para todos os seus filhos. Assim, ao invocá-la como Santa Mãe de Deus, professamos expressamente a sua maternidade; quando a louvamos como Virgem das virgens, reconhecemos a sua virgindade perpétua; quando a invocamos como Mãe de Cristo, professamos a sua íntima união com o verdadeiro Mediador e Rei, e reconhecemo-la, portanto, como Rainha e medianeira…

A Virgem é Mãe de Deus e Mãe nossa, e é esse o título supremo com que a honramos e o fundamento de todos os outros. Por ser Mãe de Cristo, Mãe do Criador e do Salvador, também o é da Igreja e da divina graça, é Mãe puríssima e castíssima, intacta, amável, imaculada, admirável. E pelo privilégio da sua virgindade perpétua, é Virgem prudentíssima, veneranda, digna de louvor, poderosa, clemente, fiel…

A Mãe de Deus é além disso, Medianeira em Cristo11 entre Deus e os homens, e por isso invocamo-la sob três belíssimos símbolos e outros aspectos da sua mediação universal: Ela é a nova Arca da Aliança, a Porta do Céu através da qual chegamos a Deus, e a Estrela da manhã, que nos permite sempre orientar-nos em qualquer momento da vida; é Saúde dos enfermos, Refúgio dos pecadores, Consoladora dos aflitos, Auxílio dos cristãos…

Maria é Rainha de todas as coisas criadas, dos céus e da terra, porque é Mãe do Rei do universo. A universalidade do seu reinado começa pelos anjos e continua depois pelos santos (pelos do céu e pelos que na terra buscam a santidade): Ela é Rainha dos anjos, dos patriarcas, dos profetas, dos apóstolos, dos mártires, dos confessores (dos que confessam a fé), das virgens, de todos os santos. E a seguir recordamos quatro outros títulos da sua realeza: Maria é Rainha concebida sem pecado, assunta aos céus, do Santíssimo Rosário e da paz.

Depois de invocá-la como exemplo perfeito de todas as virtudes, aclamamo-la enfim com estes símbolos e figuras de admirável exemplaridade: Espelho da justiça, Sede da sabedoria, Causa da nossa alegria, Vaso espiritual, Vaso honorável, Vaso insigne de devoção, Rosa mística, Torre de Davi, Torre de marfim e Casa de ouro.

Ao determo-nos devagar em cada uma destas invocações, podemos maravilhar-nos com a riqueza espiritual, quase infinita, com que Deus ornou a sua Mãe. Causa-nos uma imensa alegria ter como Mãe a Mãe de Deus, e assim lho dizemos muitas vezes ao longo do dia. Cada uma das invocações da Ladainha pode servir-nos como jaculatória para lhe manifestarmos quanto a amamos, quanto precisamos dEla.

(1) Lc 1, 28; (2) João XXIII, Cart. Apost. Il religioso convegno, 29-IX-1961; (3) São Josemaría Escrivá, Santo Rosário, pág. 7; (4) cfr. J. Corominas, Diccionário crítico etimológico castellano e hispánico, Gredos, Madrid, 1987, verbete Rosa; (5) J. M. Escartin, Meditación del Rosario, Palabra, Madrid, 1971, pág. 27; (6) cfr. R. Garrigou-Lagrange, La Madre del Salvador, Rialp, Madrid, 1976, pág. 350; (7) cfr. Paulo VI, Exort. Apost. Marialis cultus, 2-II-1974, 46; (8) Josemaría Escrivá, op. cit., pág. 15; (9) R. Garrigou-Lagrange, op. cit., pág. 353; (10) cit. por A. Royo-Marín, La Virgen Maria, BAC, Madrid, 1968, págs. 470-471; (11) cfr. João Paulo II, Enc. Redemptoris Mater, 25-III-1987, n. 38.

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