Leituras de 25/10/10


ANO LITÚRGICO “C” – XXX SEMANA DO TEMPO COMUM

Segunda-feira, 25 de outubro de 2010

SANTO ANTÔNIO GALVÃO

Branco – Prefácio Comum ou dos Pastores – Ofício da Memória

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Antífona: Eu vos darei pastores segundo o meu coração, que vos conduzam com inteligência e sabedoria (Jr 3,15).

Oração do Dia: Ó Deus, Pai de misericórdia, que fizestes do santo Antônio de Santana Galvão um instrumento de caridade e de paz no meio dos irmãos, concedei-nos, por sua intercessão, favorecer sempre a verdadeira concórdia. Por nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.


Primeira Leitura: Efésios 4, 32—5, 8

Leitura da carta de são Paulo aos Efésios:

32 Antes, sede uns com os outros bondosos e compassivos. Perdoai-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou, em Cristo.

1 Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos muito amados.
2 Progredi na caridade, segundo o exemplo de Cristo, que nos amou e por nós se entregou a Deus como oferenda e sacrifício de agradável odor.
3 Quanto à fornicação, à impureza, sob qualquer forma, ou à avareza, que disto nem se faça menção entre vós, como convém a santos.

4 Nada de obscenidades, de conversas tolas ou levianas, porque tais coisas não convêm; em vez disto, ações de graças.

5 Porque sabei-o bem: nenhum dissoluto, ou impuro, ou avarento – verdadeiros idólatras! – terá herança no Reino de Cristo e de Deus.

6 E ninguém vos seduza com vãos discursos. Estes são os pecados que atraem a ira de Deus sobre os rebeldes.

7 Não vos comprometais com eles.

8 Outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor: comportai-vos como verdadeiras luzes.

Palavra do Senhor.

Graças a Deus!

Salmo Responsorial: 1

Sejamos, pois, imitadores do Senhor,
como convém aos amados filhos seus.

Feliz é todo aquele que não anda

conforme os conselhos dos perversos;

que não entra no caminho dos malvados

nem junto aos zombadores vai sentar-se;

mas encontra seu prazer na lei de Deus

e a medita, dia e noite, sem cessar.

Eis que ele é semelhante a uma árvore

que à beira da torrente está plantada;

ela sempre dá seus frutos a seu tempo,

e jamais as suas folhas vão murchar.

Eis que tudo o que ele faz vai prosperar.

Mas bem outra é a sorte dos perversos.

Ao contrário, são iguais à palha seca

espalhada e dispersada pelo vento.

Pois Deus vigia o caminho dos eleitos,

mas a estrada dos malvados leva à morte.

Evangelho: Lucas 13, 10-17

Aleluia, aleluia, aleluia.

Vossa palavra é a verdade; santificai-nos na verdade! (Jo 17,17).

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas:

10 Estava Jesus ensinando na sinagoga em um sábado.

11 Havia ali uma mulher que, havia dezoito anos, era possessa de um espírito que a detinha doente: andava curvada e não podia absolutamente erguer-se.

12 Ao vê-la, Jesus a chamou e disse-lhe: Estás livre da tua doença.

13 Impôs-lhe as mãos e no mesmo instante ela se endireitou, glorificando a Deus.

14 Mas o chefe da sinagoga, indignado de ver que Jesus curava no sábado, disse ao povo: São seis os dias em que se deve trabalhar; vinde, pois, nestes dias para vos curar, mas não em dia de sábado.

15 Hipócritas!, disse-lhes o Senhor. Não desamarra cada um de vós no sábado o seu boi ou o seu jumento da manjedoura, para os levar a beber?

16 Esta filha de Abraão, que Satanás paralisava há dezoito anos, não devia ser livre desta prisão, em dia de sábado?

17 Ao proferir estas palavras, todos os seus adversários se encheram de confusão, ao passo que todo o povo, à vista de todos os milagres que ele realizava, se entusiasmava.

Palavra da Salvação.

Glória a Vós, Senhor!

Estás livre! (Lc 13, 10-17)

Quando nós chamamos a Jesus de “Redentor”, estamos reconhecendo a sua missão de quebrar os elos da corrente, isto é, seu trabalho de Libertador – termo tão querido pelos teólogos da América Latina. Redentor é aquele que “redime”, ou seja, rompe os grilhões da corrente que prendia e escravizava alguém.

Quando o próprio Jesus especifica sua missão neste mundo, nunca falta uma referência à redenção ou libertação. Assim, em seu primeiro “sermão”, na sinagoga de Nazaré (cf. Lc 4, 18ss), ele disse:

“O Espírito do Senhor repousa sobre mim,

porque me ungiu e me enviou

para anunciar a boa nova aos pobres,

para sarar os contritos de coração,

para anunciar aos cativos a redenção,

aos cegos a restauração da vista,

para pôr em liberdade os cativos,

para publicar o ano da graça do Senhor.”

No Evangelho de hoje, comparece à sinagoga dos judeus uma mulher enferma há 18 anos. O número 18 permite uma leitura simbólica: 6 representa o imperfeito, o inacabado (em oposição a 7, a perfeição). Ora 18 é igual a 6 x 3 (o imperfeito levado ao superlativo). Com a presença de Jesus, o “perfeito”, é chegada a hora de “completar” a experiência daquela mulher, libertando-a de seu mal.

Há protestos indiretos contra o Mestre de Nazaré, pois “trabalhara” no sábado, ao realizar a cura. Jesus traz à luz a hipocrisia de seus acusadores, estabelecendo um áspero contraste entre a mulher e as bestas (o boi e o jumento). Se até os animais irracionais merecem certos cuidados em pleno sábado, por que uma “filha de Abraão” deveria ser impedida de recobrar a saúde em nome do repouso sabático?

Fica uma lição evidente para nós: o amor se sobrepõe às normas e aos estatutos. Em nome das regras, pode esconder-se nossa preguiça e nosso comodismo. E a caridade urge. Não pode esperar. Jesus certamente pensa nisso quando recorda as palavras de Deus, por meio do profeta: “Eu quero a misericórdia, não o sacrifício.”

Ainda estamos sem pressa?

Orai sem cessar: “Consolai, consolai meu povo!” (Is 40, 1)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

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Comentário ao Evangelho do dia feito por:

São Cirilo de Jerusalém (313-350), Bispo de Jerusalém e Doutor da Igreja

Catequese batismal, n.° 13 (a partir da trad. bréviaire / Bouvet, Soleil levant 1961, p. 259)

Libertos dos laços do pecado pela cruz de Cristo

São Paulo disse: «Quanto a mim, porém, de nada me quero gloriar, a não ser na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo» (Ga 6,14). Foi coisa deveras admirável, ter aquele cego de nascença recuperado a vista em Siloé; mas que significou isso para todos os outros cegos do mundo? A ressurreição de Lázaro, morto havia quatro dias, foi coisa grande que ultrapassou a natureza; mas essa graça aproveitou apenas a ele, nada trouxe a todos os que, no mundo, tinham morrido pelos pecados cometidos. Foi assombroso fazer brotar, a partir de apenas cinco pães, alimento bastante para saciar cinco mil homens; mas isso nada significou para aqueles que, em todo o universo, sofriam de fome e de ignorância. Admirável foi a libertação de uma mulher acorrentada por Satanás desde há dezoito anos; mas que significará esse fato, comparando-o com a situação de todos nós, que estamos amarrados com as cadeias dos nossos pecados?

Ora, a vitória da cruz conduziu à luz todos aqueles que a ignorância tornava cegos, libertou todos os que o pecado fazia cativos, e resgatou toda a humanidade. Não te surpreenda que o mundo inteiro tenha sido resgatado. Aquele que morreu por este resgate não era só um homem, mas o Filho unigênito de Deus. O pecado de Adão trouxe a morte ao mundo inteiro; se a queda de um só fez reinar a morte sobre todos os homens, não há de a justiça de um só, com muito mais forte razão, fazer reinar a vida? (Rom 5, 17) Se outrora, pela árvore cujo fruto comeram, os nossos primeiros pais foram expulsos do paraíso, não hão de então agora, pela árvore da cruz de Jesus, entrar os crentes muito mais facilmente no Paraíso? Se o primeiro ser modelado de barro a todos a morte trouxe, não háde Aquele que do barro o modelou trazer a todos a vida eterna, pois se é Ele próprio a Vida? (Jo 14, 6)

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Meditação a respeito do Evangelho do dia, de autoria do Pe. Francisco Fernández-Carvajal, ainda não disponível para divulgação neste momento.

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