Leituras de 20/11/10


ANO LITÚRGICO “C” – XXXIII SEMANA DO TEMPO COMUM

Sábado, 20 de novembro de 2010

Verde – Ofício do Dia

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Antífona: Meus pensamentos são de paz e não de aflição, diz o Senhor. Vós me invocareis, e hei de escutar-vos, e vos trarei de vosso cativeiro, de onde estiverdes (Jr 29,11s.14).

Oração do Dia: Senhor nosso Deus, fazei que a nossa alegria consista em vos servir de todo o coração, pois só teremos felicidade completa servindo a vós, o criador de todas as coisas. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

Primeira Leitura: Apocalipse 11, 4-12

Leitura do livro do Apocalipse de são João:

4
São eles as duas oliveiras e os dois candelabros que se mantêm diante do Senhor da terra.
5 Se alguém lhes quiser causar dano, sairá fogo de suas bocas e devorará os inimigos. Com efeito, se alguém os quiser ferir, cumpre que assim seja morto.
6 Esses homens têm o poder de fechar o céu para que não caia chuva durante os dias de sua profecia; têm poder sobre as águas, para transformá-las em sangue, e de ferir a terra, sempre que quiserem, com toda sorte de flagelos.
7 Mas, depois de terem terminado integralmente o seu testemunho, a Fera que sobe do abismo lhes fará guerra, os vencerá e os matará.
8 Seus cadáveres (jazerão) na rua da grande cidade que se chama espiritualmente Sodoma e Egito (onde o seu Senhor foi crucificado).
9 Muitos dentre os povos, tribos, línguas e nações virão para vê-los por três dias e meio, e não permitirão que sejam sepultados.
10 Os habitantes da terra alegrar-se-ão por causa deles, felicitar-se-ão mutuamente e mandarão presentes uns aos outros, porque esses dois profetas tinham sido seu tormento.
11 Mas, depois de três dias e meio, um sopro de vida, vindo de Deus, os penetrou. Puseram-se de pé e grande terror caiu sobre aqueles que os viam.
12 Ouviram uma forte voz do céu que dizia: Subi aqui! Subiram então para o céu numa nuvem, enquanto os seus inimigos os olhavam.
Palavra do Senhor.
Graças a Deus!

Salmo Responsorial: 144/143

Bendito seja o Senhor, meu rochedo!

Bendito seja o Senhor, meu rochedo,
que adestrou minhas mãos para a luta,
e os meus dedos treinou para a guerra!

Ele é meu amor, meu refúgio,
libertador, fortaleza e abrigo;
é meu escudo: é nele que espero,
ele submete as nações a meus pés.

Um canto novo, meu Deus, vou cantar-vos,
nas dez cordas da harpa louvar-vos,
a vós que dais a vitória aos reis
e salvais vosso servo Davi.

Evangelho: Lucas 20, 27-40

Aleluia, aleluia, aleluia.

Jesus Cristo salvador destruiu o mal e a morte; fez brilhar pelo evangelho a luz e a vida imperecíveis (2Tm 1,10).

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas:
27 Alguns saduceus – que negam a ressurreição – aproximaram-se de Jesus e perguntaram-lhe:

28 Mestre, Moisés prescreveu-nos: Se alguém morrer e deixar mulher, mas não deixar filhos, case-se com ela o irmão dele, e dê descendência a seu irmão.

29 Ora, havia sete irmãos, o primeiro dos quais tomou uma mulher, mas morreu sem filhos.

30 Casou-se com ela o segundo, mas também ele morreu sem filhos.

31 Casou-se depois com ela o terceiro. E assim sucessivamente todos os sete, que morreram sem deixar filhos.

32 Por fim, morreu também a mulher.

33 Na ressurreição, de qual deles será a mulher? Porque os sete a tiveram por mulher.

34 Jesus respondeu: Os filhos deste mundo casam-se e dão-se em casamento,
35 mas os que serão julgados dignos do século futuro e da ressurreição dos mortos não terão mulher nem marido.

36 Eles jamais poderão morrer, porque são iguais aos anjos e são filhos de Deus, porque são ressuscitados.

37 Por outra parte, que os mortos hão de ressuscitar é o que Moisés revelou na passagem da sarça ardente (Ex 3,6), chamando ao Senhor: Deus de Abraão, Deus de Isaac, Deus de Jacó.

38 Ora, Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos; porque todos vivem para ele.

39 Alguns dos escribas disseram, então: Mestre, falaste bem.

40 E já não se atreviam a fazer-lhe pergunta alguma.
Palavra da Salvação.

Glória a Vós, Senhor!

 

 

Eles estão vivos! (Lc 20, 27-40)

 

Sim, nossos mortos estão vivos. Não “dormem”, em animação suspensa, como os ricaços norte-americanos que, tomados por um câncer incurável, mandaram congelar seu corpo em nitrogênio líquido, à espera da evolução da ciência médica… Com a morte, nossa alma se separa do corpo. Este, lançado à terra, com o respeito e a veneração devidos àquele que foi por tantos anos o “templo do Espírito Santo” (cf. 1Cor 6, 19), logo se desfará em seus elementos químicos originais.

Mas é imortal a nossa alma espiritual. Vive para sempre, à espera do novo corpo que lhe será dado na ressurreição da carne, conforme professamos ao rezar o “Símbolo dos Apóstolos”. – Vive onde? – alguém perguntaria. Ora, Vive em Deus! Os ramos da videira não são podados pela morte. Os membros do Corpo de Cristo, depois de uma vida em comunhão com Cristo-Cabeça, irrigados pela mesma circulação da Graça, não são amputados pela morte. Esta comunhão (sýssomos, um só corpo com Cristo, sýnaimos, um só sangue com Cristo – na expressão de São Cirilo de Alexandria!) permanece e se projeta além de nossa morte.

De outra forma, como poderíamos entender a disposição de S. Teresinha do Menino Jesus de “passar o céu trabalhando na terra”, se a Pequena Teresa estivesse anestesiada, à espera da Segunda Vinda?! Não estivessem vivos os nossos mortos, como poderiam cumprir a “permanência do amor” lá no céu, mesmo quando já não exista espaço para a fé e a esperança, como ensina São Paulo (cf. 1Cor 13, 8).

Desde o início, quando celebrava a Eucaristia sobre o túmulo do fiel martirizado na véspera, a Igreja sempre soube que nossos mortos celebravam conosco, junto aos coros dos anjos, reunidos em volta do altar. Esta “memória” mística se manifesta nas expressões rituais típicas de cada Oração Eucarística: o “memento” (do verbo meminiscere = lembrar) dos mortos, paralelamente ao “memento” dos vivos. O sacrifício de Cristo-Cabeça é inseparável do sacrifício de seus membros, que o celebram e atualizam por Cristo, com Cristo, em Cristo.

Assim, é em Cristo que nossos mortos vivem, após uma vida em comunhão com Ele. Enfim, não fora outra a promessa de Jesus em seu discurso eucarístico (Jo 6, 51): “Eu sou o pão vivo que desce do céu. Quem comer deste pão viverá para a eternidade.”

 

Orai sem cessar: “O Senhor resgata a vida de seus servos!” (Sl 34 [33], 23).

 

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

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Comentário ao Evangelho do dia feito por:
Concílio Vaticano II
A Igreja no mundo actual «Gaudium et spes», § 18

«Deus não é Deus de mortos, mas de vivos»

É em face da morte que o enigma da condição humana mais se adensa. Não são só a dor e a progressiva dissolução do corpo que atormentam o homem, mas também, e ainda mais, o temor de que tudo acabe para sempre. Mas a intuição do próprio coração fá-lo acertar, quando o leva a aborrecer e a recusar a ruína total e o desaparecimento definitivo da sua pessoa. O germe de eternidade que nele existe, irredutível à pura matéria, insurge-se contra a morte. Todas as tentativas da técnica, por muito úteis que sejam, não conseguem acalmar a ansiedade do homem: o prolongamento da longevidade biológica não pode satisfazer aquele desejo duma vida ulterior, invencivelmente radicado no seu coração.

Enquanto, diante da morte, qualquer imaginação se revela impotente, a Igreja, ensinada pela revelação divina, afirma que o homem foi criado por Deus para um fim feliz, para além dos limites da miséria terrena. A fé cristã ensina que a própria morte corporal, de que o homem seria isento se não tivesse pecado, acabará por ser vencida, quando o homem for, pelo onipotente e misericordioso Salvador, restituído à salvação que por sua culpa perdera. Com efeito, Deus chamou e chama o homem a unir-se a Ele com todo o seu ser na perpétua comunhão da incorruptível vida divina. Esta vitória alcançou-a Cristo ressuscitado, libertando o homem da morte com a própria morte. Portanto, a fé, que se apresenta à reflexão do homem apoiada em sólidos argumentos, dá uma resposta à sua ansiedade acerca do seu destino futuro; e ao mesmo tempo oferece a possibilidade de comunicar, em Cristo, com os irmãos queridos que a morte já levou, fazendo esperar que eles tenham alcançado a verdadeira vida junto de Deus.

 

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TEMPO COMUM. TRIGÉSIMA TERCEIRA SEMANA. SÁBADO

90. AMAR A CASTIDADE

Por Francisco Fernández-Carvajal, sacerdote

– Sem a pureza, é impossível o amor.

 

– Castidade matrimonial e virgindade.

 

– Apostolado sobre esta virtude. Meios para guardá-la.

 

I. OS SADUCEUS, que negavam a ressurreição dos mortos, aproximaram-se de Jesus e propuseram-lhe uma questão que, na opinião deles, reduzia ao absurdo essa verdade comumente admitida pelos demais hebreus1. Segundo a lei judaica2, se um homem morria sem deixar filhos, o seu irmão era obrigado a casar-se com a viúva para suscitar descendência ao falecido. Ora bem, apresentava-se como argumento aparentemente sólido contra a ressurreição dos corpos o caso de sete irmãos que tivessem morrido sucessivamente sem deixar descendência: Na ressurreição, de qual deles será a mulher?

O Senhor responde reafirmando com citações da Sagrada Escritura a ressurreição dos mortos, e desfaz o argumento dos saduceus comentando as qualidades dos corpos ressuscitados. A objeção revelava uma grande ignorância acerca do poder de Deus de glorificar o corpo humano comunicando-lhe uma condição semelhante à dos anjos, os quais não necessitam da reprodução da espécie por serem imortais3. A atividade procriadora limita-se a uns anos dentro da vida terrena do homem, para que possa cumprir a missão de propagar a espécie e, sobretudo, aumentar o número dos eleitos no Céu. Só a vida eterna é definitiva: esta vida é uma passagem para o Céu.

Pela virtude da castidade – ou pureza –, a faculdade de gerar é governada pela razão e tem em vista a procriação e a união do homem e da mulher dentro da vida conjugal. O impulso sexual situa-se assim no âmbito da ordem querida por Deus na criação, e é nele e somente nele que deve ser satisfeito.

A virtude da castidade leva também a viver uma limpeza da mente e do coração: a evitar quaisquer pensamentos, afetos e desejos que afastem do amor de Deus, conforme a vocação de cada um4. Sem a castidade, é impossível o amor humano, bem como o amor a Deus. Se a pessoa renuncia ao empenho por manter essa limpeza do corpo e da alma, abandona-se à tirania dos sentidos e rebaixa-se a um nível infra-humano: “É como se o «espírito» se fosse reduzindo, empequenecendo, até ficar num pontinho… E o corpo aumenta, agiganta-se até dominar”5. E o homem torna-se incapaz de entender a amizade com o Senhor.

Já nos primeiros tempos, no meio de um ambiente pagão hedonista, a Igreja admoestava com firmeza os cristãos sobre “os prazeres da carne, que, como cruéis tiranos, depois de aviltarem a alma na impureza, inabilitam-na para as obras santas da virtude”6. A pureza prepara a alma para o amor divino e para uma fecunda dedicação apostólica.

II. A CASTIDADE não consiste somente na renúncia ao pecado. Não é algo negativo: “não olhar”, “não fazer”, “não desejar”… É entrega do coração a Deus, delicadeza e ternura com o Senhor, “afirmação gozosa”7. É virtude para todos, que deve ser vivida conforme o estado de cada um.

Dentro da vida conjugal, a castidade ensina os casados a respeitarem-se mutuamente e a amarem-se com um amor mais firme, mais delicado, mais duradouro. “O amor consegue que as relações conjugais, sem deixarem de ser carnais, se revistam, por assim dizer, da nobreza do espírito e estejam à altura da dignidade do homem. O pensamento de que a união sexual se destina a suscitar novas vidas tem um admirável poder de transfiguração, mas a união física só se enobrece verdadeiramente quando procede do amor e é expressão do amor […].

“E quando o sexo se desvincula completamente do amor e se busca a si próprio, então o homem abandona a sua dignidade e profana também a dignidade do outro. Um amor forte e cheio de ternura é, pois, uma das melhores garantias e sobretudo uma das causas mais profundas da pureza conjugal.

Mas existe ainda uma causa mais alta. A castidade, diz-nos São Paulo, é um «fruto do Espírito» (cfr. Gál 5, 23), quer dizer, uma conseqüência do amor divino. Para a guarda da pureza no matrimônio, necessita-se não só de um amor dedicado e respeitoso pela outra pessoa, mas sobretudo de um grande amor a Deus. O cristão que procura conhecer e amar Jesus Cristo encontra nesse amor um poderoso estímulo para a sua castidade. Sabe que a pureza aproxima de modo especial de Jesus Cristo e que a proximidade de Deus, prometida aos que guardam um coração limpo (cfr. Mt 5, 8), é por sua vez a principal garantia dessa limpeza”8.

A castidade não é a primeira nem a mais importante das virtudes, nem a vida cristã pode reduzir-se à pureza, mas sem ela não há caridade, e esta, sim, é a primeira das virtudes, a que dá plenitude a todas as outras. Sem a castidade, o próprio amor humano se corrompe. Aqueles que foram chamados a servir a Deus dentro da vida matrimonial, santificam-se precisamente pelo cumprimento abnegado e fiel dos deveres conjugais, que para eles se tornam caminho certo de união com Deus.
Quanto aos que receberam a vocação para o celibato apostólico, encontram na entrega total ao Senhor e aos outros por Deus, indiviso corde9, sem a mediação conjugal, a graça para viverem felizes e alcançarem uma íntima e profunda amizade com Deus. Se hoje olhamos para Nossa Senhora – e neste dia da semana, o sábado, muitos cristãos têm-na especialmente presente –, vemos que nEla se dão de modo sublime essas duas possibilidades que nas outras mulheres se excluem: a maternidade e a virgindade. Em muitas terras cristãs, chamam-na simplesmente “a Virgem”, a Virgem Maria. E tratamo-la ao mesmo tempo como Mãe. Foi vontade de Deus que a sua Mãe fosse simultaneamente Virgem.
A virgindade é, pois, um valor altíssimo aos olhos de Deus, e encerra uma mensagem importante para os homens de todos os tempos: a satisfação do sexo não pertence à perfeição da pessoa. As palavras de Jesus: Quando ressuscitarem dos mortos, nem os homens desposarão mulheres, nem as mulheres, homens… indicam que “há uma condição de vida, sem matrimônio, na qual o homem – homem e mulher –, encontra ao mesmo tempo a plenitude da doação pessoal e a comunhão entre as pessoas, graças à glorificação de todo o seu ser na união perene com Deus. Quando o chamamento à continência pelo reino dos Céus encontra eco na alma humana […], não é difícil perceber nisso uma especial sensibilidade do espírito humano, que já nas condições terrenas parece antecipar aquilo de que o homem participará na ressurreição futura”10. A virgindade e o celibato apostólico são aqui na terra uma antecipação do Céu.
Isto não significa que o sexo seja “uma realidade vergonhosa, mas uma dádiva divina que se orienta limpamente para a vida, para o amor e para a fecundidade. Este é o contexto, o pano de fundo em que se situa a doutrina cristã sobre a sexualidade. A nossa fé não desconhece nada das coisas belas, generosas, genuinamente humanas que há aqui em baixo”11. Aqueles que se entregam a Deus com todo o seu ser, sem que intervenha um amor humano no matrimônio, não o fazem, pois, “por um hipotético valor negativo do matrimônio, mas em vista do valor particular ligado a essa opção, o qual deve ser descoberto e acolhido pessoalmente como vocação própria. E por isso Cristo diz: Quem puder compreender, compreenda (Mt 19, 12)”12.

O Senhor deu a cada um uma missão nesta vida; a sua felicidade consiste em cumpri-la perfeitamente, com sacrifício e alegria.

III. A CASTIDADE VIVIDA no estado próprio de cada um é uma das maiores riquezas da Igreja perante o mundo; nasce do amor e orienta-se para o amor. É um sinal de Deus na terra. A continência pelo reino dos Céus “assemelha a Cristo que, na obra da Redenção, fez Ele próprio esta opção pelo reino dos Céus”13.

Os Apóstolos, afastando-se da tradição da Antiga Aliança segundo a qual a fecundidade era considerada uma bênção, seguiram o exemplo de Cristo, convencidos de que assim o seguiam mais de perto e se preparavam melhor para levar a cabo a missão apostólica que lhes fora confiada. Pouco a pouco, foram compreendendo – recorda-nos João Paulo II – como dessa continência brota uma particular “fecundidade espiritual e sobrenatural do homem, proveniente do Espírito Santo”14.
Atualmente, talvez muitas pessoas achem incompreensível a castidade, e muito mais o celibato apostólico e a virgindade vividos no meio do mundo. Os primeiros cristãos – que não eram pessoas consagradas, mas simples fiéis, celibatários ou casados – também tiveram que enfrentar um ambiente hostil a esta virtude. Por isso, um dos elementos muito importantes do apostolado que devemos realizar é o de valorizar a castidade e o cortejo de virtudes que a acompanham: torná-la atrativa por meio de um comportamento exemplar, e difundir amplamente a doutrina que a Igreja sempre ensinou sobre esta matéria que é decisiva para termos acesso à amizade com Deus.

Temos que esmerar-nos, por exemplo, em viver até ao pormenor as virtudes do pudor e da modéstia na maneira de vestir, no asseio pessoal, ao praticarmos esporte; negar-nos terminantemente a participar de conversas que não condizem com um cristão; repudiar os espetáculos imorais…; e sobretudo esbanjar alegria à nossa volta, mostrando assim que não somos pessoas recalcadas, reprimidas, mas vemos na castidade um valor de que resultam inúmeros frutos que nos elevam: o ar puro da liberdade, uma maior capacidade de amar, finura de alma, uma generosidade disposta a servir causas nobres…

Temos de proclamar ainda, aos quatro ventos, que a castidade é sempre possível quando se empregam os meios que a nossa Mãe a Igreja vem recomendando há séculos: o recolhimento dos sentidos – sobretudo dos olhos –, a prudência atenta para evitar as ocasiões, a moderação nos divertimentos, a temperança, o recurso habitual à oração, aos sacramentos e à penitência, a recepção freqüente da Sagrada Eucaristia, a sinceridade com o confessor… e, sobretudo, um grande amor à Santíssima Virgem15. Nunca seremos tentados acima das nossas forças16.

Ao terminarmos a nossa oração, recorremos a Santa Maria, Mater pulchrae dilectionis, Mãe do amor formoso, que sempre nos ajudará a conseguir um amor mais firme, mesmo no meio das maiores tentações.

(1) Lc 20, 27-40; (2) cfr. Deut 25, 5 e segs.; (3) São Tomás de Aquino, Comentário ao Evangelho de São Mateus, 22, 30; (4) cfr. Catecismo Romano, III, 7, n. 6; (5) São Josemaría Escrivá, Sulco, n. 841; (6) Santo Ambrósio, Tratado sobre as virgens, 1, 3; (7) cfr. São  Josemaría Escrivá, É Cristo que passa, n. 5; (8) J. M. Martínez Doral, La santidad de la vida conyugal, em Scripta Teologica, Pamplona, 1989, vol. XXI, fasc. 3, págs. 880-881; (9) cfr. 1 Cor 7, 33; (10) João Paulo II, Audiência geral, 10.03.82; (11) São Josemaría Escrivá, É Cristo que passa, n. 24; (12) João Paulo II, Audiência geral; (13) João Paulo II, Audiência geral, 24.03.82; (14) ibid.; (15) cfr. Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, Declaração sobre certas questões de ética sexual, 29.12.75, 12; (16) cfr. 1 Cor 10, 13.

 

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