Leituras de 26/11/10


ANO LITÚRGICO “C” – XXXIV SEMANA DO TEMPO COMUM

Sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Verde – Ofício do Dia

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Antífona: O Senhor fala de paz a seu povo e a seus amigos e a todos os que se voltam para Ele (Sl 84,9).

Oração do Dia: Levantai, Ó Deus, o ânimo dos vossos filhos e filhas, para que, aproveitando melhor as vossas graças, obtenham de vossa paternal bondade mais poderosos auxílios. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Primeira Leitura: Apocalipse 20, 1-4.11–21,2

Leitura do livro do Apocalipse de são João:

1 Vi, então, descer do céu um anjo que tinha na mão a chave do abismo e uma grande algema.

2 Ele apanhou o Dragão, a primitiva Serpente, que é o Demônio e Satanás, e o acorrentou por mil anos.

3 Atirou-o no abismo, que fechou e selou por cima, para que já não seduzisse as nações, até que se completassem mil anos. Depois disso, ele deve ser solto por um pouco de tempo.

4 Vi também tronos, sobre os quais se assentaram aqueles que receberam o poder de julgar: eram as almas dos que foram decapitados por causa do testemunho de Jesus e da palavra de Deus, e todos aqueles que não tinham adorado a Fera ou sua imagem, que não tinham recebido o seu sinal na fronte nem nas mãos. Eles viveram uma vida nova e reinaram com Cristo por mil anos.

11 Vi, então, um grande trono branco e aquele que nele se assentava. Os céus e a terra fugiram de sua face, e já não se achou lugar para eles.
12 Vi os mortos, grandes e pequenos, de pé, diante do trono. Abriram-se livros, e ainda outro livro, que é o livro da vida. E os mortos foram julgados conforme o que estava escrito nesse livro, segundo as suas obras.

13 O mar restituiu os mortos que nele estavam. Do mesmo modo, a morte e a morada subterrânea. Cada um foi julgado segundo as suas obras.
14 A morte e a morada subterrânea foram lançadas no tanque de fogo. A segunda morte é esta: o tanque de fogo.

15 Todo o que não foi encontrado inscrito no livro da vida foi lançado ao fogo.

1 Vi, então, um novo céu e uma nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra desapareceram e o mar já não existia.

2 Eu vi descer do céu, de junto de Deus, a Cidade Santa, a nova Jerusalém, como uma esposa ornada para o esposo.

Palavra do Senhor.

Graças a Deus!

Salmo Responsorial: 84/83

Eis a tenda de Deus no meio do povo!

Minha alma desfalece de saudade

e anseia pelos átrios do Senhor!

Meu coração e minha carne rejubilam

e exultam de alegria no Deus vivo!

Mesmo o pardal encontra abrigo em vossa casa,

e a andorinha ali prepara o seu ninho,

para nele seus filhotes colocar:

vossos altares, ó Senhor Deus do universo!

vossos altares, ó meu rei e meu Senhor!

Felizes os que habitam vossa casa;

para sempre haverão de vos louvar!

Felizes os que em vós têm sua força,

Caminharão com um ardor sempre crescente.

Evangelho: Lucas 21, 29-33

Aleluia, aleluia, aleluia.

Levantai vossa cabeça e olhai, pois a vossa redenção se aproxima! (Lc 21,28).

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas:

29 Jesus acrescentou ainda esta comparação: Olhai para a figueira e para as demais árvores.

30 Quando elas lançam os brotos, vós julgais que está perto o verão.

31 Assim também, quando virdes que vão sucedendo estas coisas, sabereis que está perto o Reino de Deus.

32 Em verdade vos declaro: não passará esta geração sem que tudo isto se cumpra.

33 Passarão o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão.

Palavra da Salvação.

Glória a Vós, Senhor!

Minhas palavras não passarão… (Lc 21, 29-33)

São tempos de ateísmo. Um século materialista, quando as pessoas vivem como escravos da matéria, sacrificando penosamente os dias de sua vida em troca de “coisas que passam”. Aliás, se – como afirma Jesus – “passarão o céu e a terra”, então todas as coisas são efêmeras, não duram para sempre. Aqui se revela toda a fragilidade deste mundo. Aqui a traça corrói diplomas de mérito e a ferrugem devora tesouros cumulados. Aqui as juras de amor se mostram mentirosas. Aqui as torres edificadas pela soberba humana caem por terra em alguns minutos.

Ao contrário, a mensagem de amor que Cristo traz ao mundo tem valor de eternidade. Seus princípios são eternos como o próprio Deus, sua fonte. Quando a matéria se reduzir a pó, as palavras que Jesus nos falou continuarão tão vivas quanto no momento em que foram pronunciadas.

A geração do tempo de Jesus presenciou o fim de um “mundo”. Quando as legiões romanas incendiaram Jerusalém, passando a população a fio de espada, teve seu fim o “mundo” do antigo Israel. Demolido o Templo, silenciados os hinos de louvor, interrompidos para sempre os sacrifícios de animais, a ruína de Jerusalém era definitiva. Ainda hoje, na esplanada do Templo, apenas se vê o Muro das Lamentações, menos que uma sombra do antigo fausto.

A um judeu daquele tempo, era impensável que as coisas acabassem daquele modo. Também para nós, em uma civilização que perfura túneis nas cordilheiras e envia astronautas pelo espaço sideral, domina o átomo e clona os animais, pode parecer impensável que toda esta construção humana tenha um fim.

Mas há indícios que erguem um alerta para nossa civilização. As profundas alterações climáticas – em boa parte devidas à interação do homem no ambiente – sinalizam com furacões e tsunamis, rios secos na Amazônia, buraco na camada de ozônio e degelo ploar, ao lado de novas epidemias que parecem incontroláveis.

Jesus de Nazaré apela para nossa prudência. Se somos capazes de reconhecer a aproximação do verão, quando a figueira começa a soltar seus brotos, por que não perceberíamos também o momento de modificar nosso estilo de vida e buscar as coisas que não passarão?

Orai sem cessar: “Sem perder um instante,

Apressei-me em observar teus mandamentos.” (Sl 119, 69)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

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Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Orígenes (c. 185-253), presbítero e teólogo

Homilias sobre o Génesis, n°12, 5 (a partir da trad. SC 7, p. 307 rev.)

«O céu e a terra passarão, mas as Minhas palavras não hão de passar»

«Bebe a água das tuas fontes e dos teus poços, e que a tua fonte seja realmente tua» (Pr 5, 15.17). Tu que me escutas, tenta ter um poço teu e uma fonte tua; deste modo, quando pegares nas Escrituras, também tu conseguirás descobrir, por ti mesmo, alguma interpretação. Sim, de acordo com o que aprendeste na Igreja, tenta beber da fonte do teu espírito. No interior de ti próprio existe […] «a água viva» (Jo 4, 10); há canais inesgotáveis e rios engrossados com o sentido espiritual das Escrituras, desde que não estejam obstruídos com terra e entulho. Neste caso, o que é preciso fazer é cavar e limpar, ou seja, expulsar a preguiça do espírito e sacudir o torpor do coração. […]

Purifica, pois, o teu espírito, para que um dia bebas das tuas fontes e extraias a água viva dos teus poços. Porque se recebeste em ti a palavra de Deus, se recebeste de Jesus a água viva e se a recebeste com fé, ela tornar-se-á em ti «fonte de água que brota para a vida eterna» (Jo 4, 14).

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TEMPO COMUM. TRIGÉSIMA QUARTA SEMANA. SEXTA-FEIRA

96. UMA PALAVRA ETERNA

Por Francisco Fernández Carvajal, sacerdote

– Leitura do Evangelho.

– Deus fala-nos na Sagrada Escritura.

– Para tirar fruto.

I. A PONTO DE TERMINAR o ciclo litúrgico, lemos no Evangelho da Missa esta expressão do Senhor: O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão1.

As palavras de Jesus são palavras eternas, pois deram-nos a conhecer a intimidade do Pai e o caminho que devíamos seguir para chegar até Ele. Permanecerão porque foram pronunciadas por Deus para cada homem, para cada mulher que vem a este mundo. Deus, tendo falado outrora muitas vezes e de muitos modos aos nossos pais pelos profetas, ultimamente, nestes dias, falou-nos por meio do seu Filho2. “Estes dias” são também os nossos. Jesus Cristo continua a falar, e as suas palavras, por serem divinas, são sempre atuais.

Toda a Escritura anterior a Cristo adquire o seu sentido exato à luz da figura e da pregação do Senhor. Santo Agostinho, com uma expressão vigorosa, escreve que “a Lei estava prenhe de Cristo”3. E afirma em outro lugar: “Lede os livros proféticos sem ver Cristo neles: não há nada mais insípido, mais insosso. Mas descobri Cristo neles, e isso que ledes torna-se não só saboroso, mas embriagador”4. É Cristo quem descobre o profundo sentido que se contém em toda a revelação anterior: Então abriu-lhes o entendimento para que compreendessem as Escrituras5.

Os judeus que se negaram a aceitar o Evangelho ficaram na situação de quem possui um cofre com um grande tesouro, mas não tem a chave para abri-lo. Os seus espíritos – escreve São Paulo aos cristãos de Corinto – velaram-se, e ainda hoje o mesmo véu continua estendido sobre a leitura do Antigo Testamento, porque só em Cristo é que ele desaparece6, pois “a economia do Antigo Testamento estava ordenada principalmente para preparar a vinda de Cristo, redentor universal, e o seu reino messiânico […]. Deus, que é o inspirador e autor dos livros de ambos os Testamentos, dispôs as coisas sabiamente, de tal modo que o Novo estivesse latente no Antigo e o Antigo se tornasse claro no Novo”7. É comovente neste sentido o diálogo entre o Apóstolo Filipe e o etíope, ministro de Candace, que lia o profeta Isaías. Compreendes o que lês?, perguntou-lhe Filipe. Como poderei compreender se não houver alguém que mo explique? Então, principiando por essa passagem da Escritura, anunciou-lhe Jesus8. Jesus era a peça-chave para que compreendesse.

São João Crisóstomo comenta assim esse episódio narrado pelos Atos dos Apóstolos: “Considerai como é importante não desleixar-se em ler a Escritura até mesmo numa viagem […]. Pensem nisto aqueles que nem sequer em casa a lêem; porque estão com a mulher, ou porque militam no exército ou estão preocupados com os familiares e ocupados em outros assuntos, julgam que não lhes convém fazer esse esforço por ler as divinas Escrituras […]. Este bárbaro etíope é um exemplo para nós: para os que têm uma vida privada, para os membros do exército, para as autoridades e também para as mulheres – com maior razão se estão sempre em casa – e para os que escolheram a vida monástica. Aprendam todos que nenhuma circunstância é impedimento para a leitura divina, que é possível realizá-la não só em casa, mas na praça, em viagem, em companhia de outras pessoas ou no meio de uma ocupação. Não descuremos, rogo-vos, a leitura das Escrituras”9.

A Igreja sempre recomendou a leitura e a meditação dos textos sagrados, principalmente do Novo Testamento, em cujas passagens encontramos sempre Cristo que vem ao nosso encontro. Uns poucos minutos diários ajudam-nos a conhecer melhor Jesus, a amá-lo mais, pois só amamos aquilo que conhecemos bem.

II. TODAS AS ESCRITURAS traçaram o caminho que Cristo devia percorrer10, todas de certo modo anunciaram o Messias. Os Profetas descreveram esse dia e desejaram vê-lo11. Os discípulos viriam a reconhecer em Cristo Aquele que tantas vezes e de tantas formas fora anunciado12. Quando São Paulo tiver que defender-se das ameaças do rei Agripa, dirá simplesmente que se limita a anunciar o cumprimento do que os Profetas anunciaram13. Contudo, não foi Cristo que olhou para os Profetas e Moisés e lhes obedeceu. Foram eles que nas suas descrições, por inspiração divina, se subordinaram ao que seria a existência do Filho de Deus na terra. Porque Moisés escreveu de mim14. E Abraão, vosso pai, suspirou por ver o meu dia; viu-o e alegrou-se15.

Jesus Cristo aplica a si as antigas figuras: o templo16, o maná17, a pedra18, a serpente de bronze19. Por isso dirá em certa ocasião: Examinais as Escrituras porque credes ter nelas a vida eterna; e são elas que dão testemunho de mim20. Quando lemos no Evangelho que o céu e a terra passarão, mas não as palavras de Cristo, isso significa de algum modo que nelas se contém toda a revelação de Deus aos homens: a anterior à sua vinda, que tem valor em tudo o que se refere a Ele, pois é nEle que se cumpre e clarifica; e a novidade que o Senhor traz aos homens, indicando-lhes claramente o caminho que devem seguir. Jesus Cristo é a plenitude da revelação de Deus aos homens. “Ao dar-nos, como nos deu, o seu Filho, que é uma Palavra sua, e não tem outra, falou-nos tudo junto e de uma vez nessa única Palavra, e não tem mais nada que falar”21.

A Epístola aos Hebreus22 ensina que a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante que espada de dois gumes; e chega até à separação da alma e do espírito, das articulações e da medula, e discerne os pensamentos e intenções do coração. É palavra nova e expressamente dirigida a nós, se sabemos lê-la com fé. “Nos Livros sagrados, com efeito, o Pai que está nos céus vem carinhosamente ao encontro dos seus filhos para conversar com eles. E é tão grande o poder e a eficácia que se encerra na palavra de Deus, que ela constitui sustentáculo e vigor para a Igreja, e, para os seus filhos, firmeza da fé, alimento da alma, pura e perene fonte de vida espiritual”23.

De alguma maneira, são atuais a partida e o regresso do filho pródigo, a necessidade do fermento para transformar a massa do mundo, os leprosos que ficam curados no seu encontro com Cristo. Quantas vezes não teremos pedido a Jesus luz para as nossas vidas, servindo-nos das palavras de Bartimeu: Ut videam!, que eu veja, Senhor! Quantas vezes não teremos recorrido à misericórdia divina com as palavras do publicano: Tem piedade de mim, Senhor, que sou um pecador! Como saímos reconfortados do encontro diário com Jesus na leitura do Evangelho!

III. QUÃO DOCES SÃO as tuas palavras para o meu paladar! São-no mais que o mel para a minha boca24.

Às vezes – observa Ronald Knox25 –, quando várias pessoas cantam sem acompanhamento de um instrumento musical, tende-se a baixar o tom; a voz vai caindo aos poucos. Por isso, se o coro não está acostumado a cantar sem acompanhamento musical, o diretor costuma ter escondido um diapasão que sopra brevemente de vez em quando, para lembrar a todos a nota com que devem sintonizar.

Quando a vida espiritual começa a baixar de tom, a enlanguescer, é necessário também um diapasão que reponha o tom. Quantas vezes a meditação de uma passagem do Evangelho, sobretudo da Paixão de Nosso Senhor, não foi como que uma enérgica chamada de atenção para fugirmos dessa vida menos heróica que queríamos levar…!

Não podemos passar as páginas do Evangelho como se fossem as de um livro qualquer. Com que amor foi guardado durante séculos, quando somente algumas comunidades cristãs tinham o privilégio de possuir uma cópia ou apenas algumas páginas! Com que piedade e reverência era lido! A sua leitura – ensina São Cipriano a respeito da oração – é alicerce sólido para edificarmos a esperança, meio para consolidarmos a fé, alimento para a caridade, guia que indica o caminho…26 Santo Agostinho diz que os ensinamentos nele contidos “são lâmpadas colocadas num lugar escuro”27, que sempre iluminam a nossa vida.

Para tirarmos fruto da leitura e meditação do Evangelho, “pensa que não só deves saber, mas viver o que ali se narra: obras e ditos de Cristo. Tudo, cada ponto que se relata, foi registrado, detalhe por detalhe, para que o encarnes nas circunstâncias concretas da tua existência.

“– O Senhor chamou-nos, a nós católicos, para que o seguíssemos de perto; e, nesse Texto Santo, encontras a Vida de Jesus; mas, além disso, deves encontrar a tua própria vida.

“Aprenderás a perguntar tu também, como o Apóstolo, cheio de amor: «Senhor, que queres que eu faça?…» A Vontade de Deus!, ouvirás na tua alma de modo terminante.

“Pois bem, pega no Evangelho diariamente, e lê-o e vive-o como norma concreta. – Assim procederam os santos”28.

Então poderemos dizer com o Salmista: Lâmpada para os meus passos é a tua palavra, e luz para os meus caminhos29.

(1) Lc 21, 33; (2) Hebr 1, 1; (3) Santo Agostinho, Sermão 196, 1; (4) Santo Agostinho, Comentário ao Evangelho de São João, 9, 3; (5) Lc 24, 45; (6) 2 Cor 3, 14; (7) Concílio Vaticano II, Constituição Verbum Dei, 15 e segs.; (8) cfr. At 8, 27-35; (9) São João Crisóstomo, Homilias sobre o Gênesis, 35; (10) cfr. Lc 22, 37; (11) cfr. Lc 10, 24; (12) cfr. Jo 1, 41-45; (13) cfr. At 26, 2; (14) Jo 5, 46; (15) Jo 8, 56; (16) Jo 2, 19; (17) cfr. Jo 6, 32; (18) cfr. Jo 7, 8; (19) cfr. Jo 3, 14; (20) Jo 5, 39; (21) São João da Cruz, Subida do Monte Carmelo, II, 22; (22) Hebr 4, 12; (23) Concílio Vaticano II, Constituição Dei Verbum, 2; (24) Sl 118, 103; (25) Ronald A. Knox, Ejercicios para seglares, 2ª ed., Rialp, Madrid, 1962, pág. 177; (26) cfr. São Cipriano, Tratado sobre a oração; (27) Santo Agostinho, Comentários sobre os Salmos, 128; (28) São Josemaría Escrivá, Forja, n. 754; (29) Sl 118, 105

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