O Ano Jubilar: perdão de Deus


A Igreja Católica de Teófilo Otoni celebra seu jubileu. Em 27 de novembro de 1960 o ‘Papa Bom’, João XXIII, criava a pedido de Dom José Maria Penna (que respondeu pelo apelido de Dom Pelé e depois Dom Zumbi, por ser o primeiro bispo negro no Brasil), a Diocese de Teófilo Otoni.

Quis a Divina Providência que Dom Aloísio Pena Vitral, cujo brasão fala em ‘revestido de profunda misericórdia’, fosse o Bispo católico neste nosso momento. Caso tenha 20 minutos para uma boa reflexão espiritual, ouça a homilia na missa de abertura do Jubileu, no último Domingo (28/11), em  http://mais.uol.com.br/view/8741801.

Como Dom Aloísio reafirmou ali, o Jubileu é o momento da reconciliação com Deus. É vivenciar o Ano da Graça do Senhor, como Jesus afirma em Lucas 4.

O último Jubileu que participamos foi o Grande Jubileu de 2000, convocado por João Paulo II. Naquela época, aprendi muito sobre como podemos ‘rodar’ em torno de uma coisa, sem chegar à sua essência. Enquanto João Paulo II, o Grande, chamava os católicos, os cristãos e os homens de boa vontade à uma profunda mudança de vida e de atitude, levando em conta os erros do passado como ponto de conversão (foi a maior lista de pedidos de perdão feitos na história do catolicismo), muitos, inclusive cardeais romanos, tentaram fazer do Jubileu um tempo de ‘celebrações’, num sentido empobrecedor.

Minha experiência na Renovação Carismática me ensinou que quanto mais barulho, menos se ouve ao Senhor. Um Jubileu ‘cristão’ tem de ser um tempo de devolver os bens do outro (reconciliação), de deixar a terra em pousio (escutar a Deus), de perdoar as dívidas (perdão). Enfim, um tempo de profunda espiritualidade.

Certa vez, ao sair de uma Igreja onde se celebrava a quinta feira santa (lava-pés), perguntei a um dos meus filhos o que ele tinha achado. Com 11 anos (se não me engano), ele bateu no prego: “Achei muito teatro”.

Se vivermos o Jubileu de 2011 como muitos viveram o do Ano 2000, com uma série de cerimônias e celebrações, mas sem uma profunda conversão e reconhecimento de que precisamos mudar, perderemos o que Dom Aloísio chamou de ‘cavalo selado passando’.

Aos que quiserem ‘montar no cavalo da misericórdia’, um bom Ano Jubilar para nós.

É tempo de refletir, e até a próxima. Deus está conosco.

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