Leituras 19/12/10



ANO LITÚRGICO “A” – IV SEMANA DO ADVENTO

Domingo, 19 de dezembro de 2010

Roxo – Creio – Prefácio do Advento II – IV Semana do Saltério

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Antífona: Céus, deixai cair o orvalho, nuvens, chovei o justo; abra-se a terra, e brote o Salvador! (Is 45,8).

Oração do Dia: Derramai, ó Deus, a vossa graça em nossos corações para que, conhecendo pela mensagem do anjo a encarnação do vosso Filho, cheguemos, por sua paixão e cruz, à glória da ressurreição. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Primeira Leitura: Isaías 7, 10-14

Leitura do livro do profeta Isaías:

10 O Senhor disse ainda a Acaz:

11 “Pede ao Senhor teu Deus um sinal, seja do fundo da habitação dos mortos, seja lá do alto”.

12 Acaz respondeu: “De maneira alguma! Não quero pôr o Senhor à prova”.
13 Isaías respondeu: “Ouvi, casa de Davi: Não vos basta fatigar a paciência dos homens? Pretendeis cansar também o meu Deus?

14 Por isso, o próprio Senhor vos dará um sinal: uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamará Deus Conosco”.

Palavra do Senhor.

Graças a Deus!

Salmo Responsorial: 24/23

O rei da glória é Senhor onipotente;
abri as portas para que ele possa entrar!

Ao Senhor pertence a terra e o que ela encerra,
o mundo inteiro com os seres que o povoam;
porque ele a tornou firme sobre os mares
e, sobre as águas, a mantém inabalável.

“Quem subirá até o monte do Senhor,
quem ficará em sua santa habitação?”
“Quem tem mãos puras e inocente coração,
quem não dirige sua mente para o crime.

Sobre este desce a bênção do Senhor
e a recompensa de seu Deus e salvador”.
“É assim a geração dos que o procuram
E do Deus Israel buscam a face”.

Segunda Leitura: Romanos 1, 1-7

Leitura da carta de são Paulo aos Romanos:

1 Paulo, servo de Jesus Cristo, escolhido para ser apóstolo, reservado para anunciar o Evangelho de Deus;

2 este Evangelho Deus prometera outrora pelos seus profetas na Sagrada Escritura,

3 acerca de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor, descendente de Davi quanto à carne,

4 que, segundo o Espírito de santidade, foi estabelecido Filho de Deus no poder por sua ressurreição dos mortos;

5 e do qual temos recebido a graça e o apostolado, a fim de levar, em seu nome, todas as nações pagãs à obediência da fé,

6 entre as quais também vós sois os eleitos de Jesus Cristo,

7 a todos os que estão em Roma, queridos de Deus, chamados a serem santos: a vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e da parte do Senhor Jesus Cristo!

Palavra do Senhor.

Graças a Deus!

Evangelho: Mateus 1, 18-24

Aleluia, aleluia, aleluia.

Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho. Chamar-se-á Emanuel, que significa: Deus conosco (Mt 1,23).

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus:

18 Eis como nasceu Jesus Cristo: Maria, sua mãe, estava desposada com José. Antes de coabitarem, aconteceu que ela concebeu por virtude do Espírito Santo.

19 José, seu esposo, que era homem de bem, não querendo difamá-la, resolveu rejeitá-la secretamente.

20 Enquanto assim pensava, eis que um anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos e lhe disse: “José, filho de Davi, não temas receber Maria por esposa, pois o que nela foi concebido vem do Espírito Santo.

21 Ela dará à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo de seus pecados”.

22 Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que o Senhor falou pelo profeta:

23 “Eis que a Virgem conceberá e dará à luz um filho, que se chamará Emanuel, que significa: Deus conosco”.

24 Despertando, José fez como o anjo do Senhor lhe havia mandado e recebeu em sua casa sua esposa.

Palavra da Salvação.

Glória a Vós, Senhor!

Como lhe ordenara o anjo… (Mt 1, 18-24)

A História da Salvação é uma história de muitas obediências. Se os desígnios do Pai não tivessem sido plenamente obedecidos, ainda estaríamos em nossos pecados.

O primeiro obediente é, naturalmente, o Filho, pois a obediência é sempre a marca registrada de um filho que se sente amado: “Pai, não quiseste sacrifícios e oblações, mas me formaste um corpo. Então eu disse: ‘Eis que venho, ó Pai, para fazer a tua vontade!’” (Hb 10, 6-7) Diante das intenções do Pai, o Filho demonstra sua anuência filial, consciente de que a manifestação do amor do Pai pelos homens dependia, agora, de sua própria participação na carne dos mortais.

Obedece também o mensageiro de Deus, Gabriel, portador de um convite pessoal e intransferível para a Virgem de Nazaré. Obedece igualmente a Virgem Maria, que “escraviza” sua própria vontade às intenções de seu Senhor: “Eis aqui a escrava do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra”. Enfim, obedece José, que no Evangelho de hoje, mesmo em silêncio, manifesta na ação a sua obediência: “José fez como lhe ordenara o anjo…”

Na História da Igreja, uma legião de santos e santas orientou toda a sua caminha de santidade a partir do cumprimento da vontade de Deus. Inácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus, Miguel Garicoïts, fundador dos Padres de Bétharram, são exemplos desses homens que resumiam sua espiritualidade no cumprimento cego e fiel da vontade de Deus.

Em nossos dias, a obediência não é bem vista. Desde Freud, os impulsos de autoafirmação, de realização pessoal e – por que não dizer? – de filautia [o
amor a si mesmo, tantas vezes denunciado pelos Padres do Oriente] pintam a obediência como humilhação e despersonalização.

Mesmo no âmbito dos Institutos religiosos, o espírito de crítica e de rebeldia vem minando as forças de congregações e ordens religiosas que, em outros tempos, foram autênticos exércitos de evangelização. Prova cabal desta observação é a dificuldade da Santa Sé em encontrar sacerdotes que aceitem o episcopado, pois estes sabem muito bem que dificilmente terão a obediência do clero.

José de Nazaré, pobre e humilde, foi capaz de obedecer a um sonho. Magnífico exemplo de obediência que os fiéis procurarão imitar.

Orai sem cessar: “Inclinei meu coração à prática de vossas ordens!” (Sl 119, 112).

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

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Comentário ao Evangelho do dia feito por:


São Beda, o Venerável (c. 673-735), monge, Doutor da Igreja
Homilias para a Vigília do Natal, 5; CCL 122, 32-36 (a partir da trad. de Delhougne, Les Pères commentent, p.19 rev.)

«Dar-Lhe-ás o nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus pecados.»

O profeta Isaías diz: «Olhai: a jovem está grávida e vai dar à luz um filho, e há de pôr-Lhe o nome de Emanuel» (7, 14). O nome do Salvador, «Deus conosco», dado pelo profeta, refere-se às duas naturezas da Sua pessoa única. Com efeito, Aquele que é Deus, nascido do Pai antes de todos os séculos, é também o Emanuel do fim dos tempos, quer dizer «Deus conosco». Tornou-Se assim no seio de Sua Mãe, porque Se dignou aceitar a fragilidade da nossa natureza na unidade da Sua pessoa quando «o Verbo se fez carne e habitou entre nós» (Jo 1, 14). Quer dizer que começou de uma forma admirável a ser o que nós somos, sem deixar de ser Quem era, assumindo a nossa natureza, de forma a não perder o que era em Si mesmo. […]

«Maria teve o seu filho primogênito […] e deram-lhe o nome de Jesus» (Lc 2, 7.21). Portanto, Jesus é o nome do Filho nascido da Virgem, nome que indica, segundo a explicação do anjo, que Ele salvará o povo dos seus pecados. […] Será Ele que, evidentemente, salvará também da destruição da alma e do corpo os seguidores do pecado.

Quanto ao nome «Cristo», é título de uma dignidade sacerdotal e real. Porque, sob a antiga Lei, os sacerdotes e os reis eram chamados cristos, devido à crismação. Essa unção com óleo santo prefigurava o Cristo que, vindo ao mundo como verdadeiro Rei e Sacerdote, foi consagrado: «Deus ungiu-O com o óleo da alegria, preferindo-O aos Seus companheiros» [cf. Sl 44 (45), 8]. Por causa dessa unção ou crismação, Cristo em pessoa e aqueles que participam da mesma unção – quer dizer, da graça espiritual – são chamados «cristãos». Pelo fato de ser o Salvador, Cristo pode-nos salvar dos nossos pecados; pelo fato de ser Sacerdote, pode reconciliar-nos com Deus Pai; pelo fato de ser Rei, digna-Se dar-nos o Reino eterno de Seu Pai.

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