Uma história familiar do empreendedorismo (Parte I)


Agora, que inicio uma nova fase em minha vida, em que a idéia de empreendedorismo vai se fazer mais presente, e que a própria atitude empreendedora será necessária, gostaria de fazer algumas reflexões.

Antes, uma observação: vou fazer uma análise da história de minha família sobre aquilo que chamarei de memória construída. Para escrevê-la, não debati com ninguém, nenhum dos citados. Mas, em compensação, carrego uma série de impressões que poderão se mostrar frágeis para alguns que lerem, por terem outras memórias construídas. Se não tem peso científico, e seja pobre quanto à força argumentativa, a memória construída traz uma vantagem: traz a originalidade do vivido ou percebido, e se for levada em conta com seus limites, permite um contato mais intenso com a fonte do fato.

Assim, o que lembro de minha infância pode não ser exatamente o que foi, mas analisando como construí a memória dela, me permito compreender o que aconteceu diretamente com o fato, e especialmente, como me relacionei com ele.

A primeira reflexão é sobre minha família de origem, e quanto ela significa para mim. Por família de origem, vou chamar os Galvão Bassoli, embora tenha sido negado a mim e a meu irmão a possibilidade de ostentar este nome.

Minha família viveu, sobre o empreendedorismo, uma relação negativa. A começar pela falência, pelo que me disseram lenta, de meu avô, Abel Galvão. Ele era dono de um dos principais restaurantes (essa é a memória recebida) de Barra Mansa, e aos poucos foi falindo. Segundo a memória construída, pelo roubo de alguns funcionários e de má gestão.

Este deve ter sido um evento muito negativo para a família de minha mãe, pois o que mais ouvi dela sobre meu avô é como foi o fim da vida dele. Que o relógio de pulso parou no exato momento de sua morte. Que ela casou triste com a morte dele e outras. Não me lembro mais nada sobre meu avô. Além, é claro, dele chamar a cidade do Rio de Janeiro ser chamado de côrte, como no Império, e ser um pai severo.

Não me espantaria que só isso já tornasse minha mãe uma funcionária pública (emprego estável), e que na maior parte de sua vida foi chateação e baixos salários (essa é a memória construída). Só depois como fiscal a coisa melhorou um pouco.

(cont.)

É tempo de refletir, e até a próxima. Deus está conosco.

Anúncios
Esse post foi publicado em Geral. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s