Leituras de 27/01/11


ANO LITÚRGICO “A” – III SEMANA DO TEMPO COMUM

Quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Verde – Ofício do Dia

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Antífona: Cantai ao Senhor um canto novo, cantai ao Senhor, ó terra inteira; esplendor, majestade e beleza brilham no seu templo santo (Sl 95,1.6).

Oração do Dia:
Deus eterno e todo-poderoso, dirigi a nossa vida segundo o vosso amor, para que possamos, em nome do vosso Filho, frutificar em boas obras. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.


Primeira Leitura: Hebreus 10, 19-25

Leitura da carta aos Hebreus:

10 19 Por esse motivo, irmãos, temos ampla confiança de poder entrar no santuário eterno, em virtude do sangue de Jesus,

20 pelo caminho novo e vivo que nos abriu através do véu, isto é, o caminho de seu próprio corpo.

21 E dado que temos um Sumo-sacerdote estabelecido sobre a casa de Deus,

22 acheguemo-nos a ele com coração sincero, com plena firmeza da fé, o mais íntimo da alma isento de toda mácula de pecado e o corpo lavado com a água purificadora (do batismo).

23 Conservemo-nos firmemente apegados à nossa esperança, porque é fiel aquele cuja promessa aguardamos.

24 Olhemos uns pelos outros para estímulo à caridade e às boas obras.

25 Não abandonemos a nossa assembleia, como é costume de alguns, mas admoestemo-nos mutuamente, e tanto mais quando vedes aproximar-se o Grande Dia.

Palavra do Senhor.

Graças a Deus!

Salmo Responsorial: 24/23

É assim a geração dos que buscam vossa face,
ó Senhor, Deus de Israel.

Ao Senhor pertence a terra e o que ela encerra,
o mundo inteiro com os seres que o povoam;
porque ele a tornou firme sobre os mares
e, sobre as águas, a mantém inabalável.

“Quem subirá até o monte o Senhor,
quem ficará em sua santa habitação?”
“Quem tem mãos puras e inocente coração,
quem não dirige sua mente para o crime.

Sobre este desce a bênção do Senhor
e a recompensa de seu Deus e salvador.”
“É assim a geração dos que o procuram
e do Deus de Israel buscam a face.”

Evangelho: Marcos 4, 21-25

Aleluia, aleluia, aleluia.

Vossa palavra é uma luz para os meus passos e uma lâmpada luzente em meu caminho (Sl 118,105).

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos:

Naquele tempo, 421 dizia-lhes Jesus ainda: “Traz-se porventura a candeia para ser colocada debaixo do alqueire ou debaixo da cama? Não é para ser posta no candeeiro?

22 Porque nada há oculto que não deva ser descoberto, nada secreto que não deva ser publicado.

23 Se alguém tem ouvidos para ouvir, que ouça”.

24 Ele prosseguiu: “Atendei ao que ouvis: com a medida com que medirdes, vos medirão a vós, e ainda se vos acrescentará.

25 Pois, ao que tem, se lhe dará; e ao que não tem, se lhe tirará até o que tem”.

Palavra da Salvação.

Glória a Vós, Senhor!

Não há nada oculto… (Mc 4, 21-25)

Sim, nada permanece oculto aos olhos de Deus, que tudo vê. O estulto tenta enganar-se: “O Deus de Jacó nada sabe!” (Sl 94, 7.) O sábio reconhece em seu íntimo o olhar de Deus: “Senhor, te me perscrutas e me conheces… Uma palavra ainda não aflorou em minha língua, / e tu já a conheces.” (Sl 139, 1.4.)

Viver sob o olhar de Deus é viver na verdade. O outro caminho é uma vida de mentiras e ilusões. Um faz-de-conta que sempre acaba mal.

Mas a frase de Jesus – “Nada há de oculto que não venha a ser descoberto” – não se refere apenas ao olhar de Deus. Inclui também os olhos humanos. Exatamente nestes dias, uma enxurrada de denúncias e revelações deu origem às CPIs que levaram à sarjeta tantas reputações e carreiras políticas.

É claro que, quando tais ilícitos foram cometidos, seus agentes contavam com a proteção do silêncio, dos biombos do poder, das muralhas do sistema. No entanto, um fato aparentemente ocasional (um vídeo gravado!) deflagrou todo o processo de re-velação, que ainda não chegou a seu desfecho na data em que estou escrevendo.

Aquele que optou pela mentira carrega um fardo permanente que vai corroendo a sua alma. Realiza um superesforço para manter na sombra aqueles crimes e pecados que, uma vez expostos à luz, poderiam destruir sua família, sua carreira, sua reputação. Independentemente de tais desastres, a própria consciência dói, reclama, acusa, condena. Os profissionais da área psicológica sabem muito bem que não existe nada mais destrutivo para o psiquismo humano que o sentimento de culpa. Um romance como “Crime e Castigo”, de Dostoiévsky, retrata de modo magistral essa terrível experiência.

Como o Senhor nos ama e quer a nossa salvação, deixou nas mãos da Igreja um precioso dom: o sacramento da Reconciliação, conhecido como “confissão”. Ali, o pecador tem a oportunidade de manifestar seu arrependimento e contrição. Acusando-se de seu pecado, trazendo à luz o que ocultara nas sombras, abandona-se à misericórdia do Pai e recebe das mãos do ministro ordenado o perdão radical que brota do lado aberto de Cristo. Ao se erguer, vê-se livre do fardo que arrastava, do verme que o corroía, da opressão que o dominava.

Já não precisa esperar pelo Juízo Final para ver seu crime exposto aos olhos de todos. Pode, agora, olhar de novo para o alto e dizer baixinho: “Meu Pai!”

Orai sem cessar: “Lava-me, e serei mais branco do que a neve!” (Sl 51, 9)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

santini@novaalianca.com.br www.novaalianca.com.br

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Comentário ao Evangelho do dia feito por:

Paulo VI, papa de 1963-1978

Exortação apostólica «Evangelii nuntiandi» § 80 (trad. © copyright Libreria Editrice Vaticana)

A candeia sobre o candelabro

Outro apelo, aqui neste ponto [pela evangelização nos dias de hoje], inspira-se no fervor que se pode observar sempre na vida dos grandes pregadores e evangelizadores, que se consagraram ao apostolado. […] Eles souberam superar muitos obstáculos que se opunham à evangelização. De tais obstáculos, que são também dos nossos tempos, limitar-nos-emos a assinalar a falta de fervor, tanto mais grave pelo próprio fato de provir de dentro, do interior de quem a experimenta. Essa falta de fervor manifesta-se no cansaço e na desilusão, no acomodamento e no desinteresse e, sobretudo, na falta de alegria e de esperança de numerosos evangelizadores. E assim, exortamos todos aqueles que, por qualquer título e em alguma escala, têm a tarefa de evangelizar, a alimentarem sempre o fervor espiritual. […]

Conservemos o fervor do espírito, portanto; conservemos a suave e reconfortante alegria de evangelizar, mesmo quando for preciso semear com lágrimas! Que isto constitua para nós, como para João Batista, para Pedro e para Paulo, para os outros apóstolos e para uma multidão de admiráveis evangelizadores no decurso da história da Igreja, um impulso interior que ninguém nem nada possam extinguir. Que isto constitua, ainda, a grande alegria das nossas vidas consagradas. E que o mundo do nosso tempo que procura, ora na angústia, ora com esperança, possa receber a Boa Nova dos lábios, não de evangelizadores tristes e descoroçoados, impacientes ou ansiosos, mas sim de ministros do Evangelho cuja vida irradie fervor, pois foram quem recebeu primeiro em si a alegria de Cristo, e são aqueles que aceitaram arriscar a sua própria vida para que o Reino seja anunciado e a Igreja seja implantada no meio do mundo.

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