Leituras de 29 /01/11


ANO LITÚRGICO “A” – III SEMANA DO TEMPO COMUM

Sábado, 29 de janeiro de 2011

Verde – Ofício do Dia

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Antífona: Cantai ao Senhor um canto novo, cantai ao Senhor, ó terra inteira; esplendor, majestade e beleza brilham no seu templo santo (Sl 95,1.6).


Oração do Dia:
Deus eteno e todo-poderoso, dirigi a nossa vida segundo o amor, para que possamos, em nome do vosso Filho, frutificar em boas obras. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Primeira Leitura: Hebreus 11, 1-2.8-19

Leitura da carta aos Hebreus:

Irmãos, 111 a fé é o fundamento da esperança, é uma certeza a respeito do que não se vê.

2 Foi ela que fez a glória dos nossos, antepassados.

8 Foi pela fé que Abraão, obedecendo ao apelo divino, partiu para uma terra que devia receber em herança. E partiu não sabendo para onde ia.

9 Foi pela fé que ele habitou na terra prometida, como em terra estrangeira, habitando aí em tendas com Isaac e Jacó, co-herdeiros da mesma promessa.

10 Porque tinha a esperança fixa na cidade assentada sobre os fundamentos (eternos), cujo arquiteto e construtor é Deus.

11 Foi pela fé que a própria Sara cobrou o vigor de conceber, apesar de sua idade avançada, porque acreditou na fidelidade daquele que lhe havia prometido.

12 Assim, de um só homem quase morto nasceu uma posteridade tão numerosa como as estrelas do céu e inumerável como os grãos de areia da praia do mar.

13 Foi na fé que todos (nossos pais) morreram. Embora sem atingir o que lhes tinha sido prometido, viram-no e o saudaram de longe, confessando que eram só estrangeiros e peregrinos sobre a terra.

14 Dizendo isto, declaravam que buscavam uma pátria.

15 E se se referissem àquela donde saíram, ocasião teriam de tornar a ela.

16 Mas não. Eles aspiravam a uma pátria melhor, isto é, à celestial. Por isso, Deus não se dedigna de ser chamado o seu Deus; de fato, ele lhes preparou uma cidade.

17 Foi pela sua fé que Abraão, submetido à prova, ofereceu Isaac, seu único filho,

18 depois de ter recebido a promessa e ouvido as palavras: “Uma posteridade com o teu nome te será dada em Isaac”.

19 Estava ciente de que Deus é poderoso até para ressuscitar alguém dentre os mortos. Assim, ele conseguiu que seu filho lhe fosse devolvido. E isso é um ensinamento para nós!

Palavra do Senhor.

Graças a Deus!


Salmo Responsorial: Lucas 1

Bendito seja o Senhor Deus de Israel,
porque a seu povo visitou e libertou!

Fez surgir um poderoso salvador
na casa de Davi, seu servidor,
como falara pela boca de seus santos,
os profetas desde os tempos mais antigos.

Para salvar-nos do poder dos inimigos
e da mão de todos quantos nos odeiam.
Assim mostrou misericórdia a nossos pais,
recordando a sua santa aliança.

E o juramento a Abraão, o nosso pai,
de conceder-nos que, libertos do inimigo,
a ele nós sirvamos sem temor,
em santidade e em justiça diante dele,
enquanto perdurarem nossos dias.

Evangelho: Marcos 4, 35-41

Aleluia, aleluia, aleluia.

Deus o mundo tanto amou, que lhe deu seu próprio Filho, para todo o que nele crer encontre a vida eterna (Jo 3,16).

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos:

435 À tarde daquele dia, disse Jesus a seus discípulos: “Passemos para o outro lado”.

36 Deixando o povo, levaram-no consigo na barca, assim como ele estava. Outras embarcações o escoltavam.

37 Nisto surgiu uma grande tormenta e lançava as ondas dentro da barca, de modo que ela já se enchia de água.

38 Jesus achava-se na popa, dormindo sobre um travesseiro. Eles acordaram-no e disseram-lhe: “Mestre, não te importa que pereçamos?”
39 E ele, despertando, repreendeu o vento e disse ao mar: “Silêncio! Cala-te!” E cessou o vento e seguiu-se grande bonança.

40 Ele disse-lhes: “Como sois medrosos! Ainda não tendes fé?”

41 Eles ficaram penetrados de grande temor e cochichavam entre si: “Quem é este, a quem até o vento e o mar obedecem?”

Palavra da Salvação.

Glória a Vós, Senhor!

Por que estais com medo? (Mc 4, 35-41)

O coração do homem pode ser alvo de feras terríveis, como o ódio, a inveja e o ciúme. Mas é o medo que paralisa seus passos, recolhe suas mãos e impede que ele assuma a missão que Deus lhe reservou.

Neste Evangelho, um vendaval ameaça levar ao fundo a barca que vai sendo inundada pela água embravecida. Jesus dormia, como anotou o Evangelista? Ou simulava dormir no meio de toda a agitação, testando a reação dos discípulos? O fato que é eles vão acordá-lo, vencidos pelo terror. “Não te importa que pereçamos?”

Neste início de milênio, a sociedade planetária também se vê ameaçada em sua sobrevivência: graves alterações climáticas, a crescente poluição, o buraco da camada de ozônio, tudo faz pensar em uma catástrofe sem proporções. Enfermidades novas (como a AIDS) e antigas (como a tuberculose) são virtuais pandemias. Os desequilíbrios sociais e econômicos alimentam a onda terrorista.

Diante desse panorama, duas reações predominam: o desespero pânico e o cinismo niilista. Em ambos os grupos, não se percebe nenhum sinal de esperança, de confiança em um Deus que é Pai e, por isso mesmo, saberá cuidar de seus filhos. É desta convicção que brota o dinamismo capaz de animar alguém a se comprometer com algum tipo de trabalho para recuperar o ambiente degradado, recompor as relações sociais, reduzir a desigualdade econômica.

Há muitas outras tempestades na vida humana. Traições da pessoa amada. Doenças inesperadas. Perda de entes queridos. O coração sitiado por paixões avassaladoras. A injustiça sistêmica. Seja qual for o mar agitado que nos cerca, é o mesmo Jesus quem nos vem perguntar: “Por que estais assim com medo? Não tendes fé?”

No fundo, é como se o Senhor nos perguntasse: “Não percebeis que eu também estou na mesma barca? Não abandono a Igreja à sua humanidade? Não me ausento de vosso lar?” A impressão de que estamos sós, abandonados à nossa fragilidade, é ilusão ou tentação. Ou as duas coisas…

Aliás, os não-cristãos estão permanentemente de olho em nós. Querem ver nossas reações diante das dificuldades desta vida. Se nos deixamos dominar pelo medo, abanarão a cabeça e duvidarão de nossa fé. Se permanecermos em paz, é este exato testemunho que pode aproximá-los do Senhor Jesus!

Orai sem cessar: “O Senhor reduziu a tempestade ao silêncio,

e as ondas se calaram.” (Sl 107, 29)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

santini@novaalianca.com.br www.novaalianca.com.br

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Comentário ao Evangelho do dia feito por:

Santo Agostinho (354-430), Bispo de Hipona (Norte de África) e Doutor da Igreja
Discursos sobre os salmos, PS 54,10; CCL 39, 664

«Ele falou imperiosamente ao vento e disse ao mar: ‘Cala-te’»

Estás no mar e surge uma tempestade. Não te resta senão gritar: «Salva-me, Senhor!» (Mt 14, 30) Ele estende-te a mão, O que anda sobre as ondas sem temor, que te remove o medo, que assenta n’Ele próprio a tua segurança, que te fala ao coração e te diz: «Pensa no que já suportei. Sofres por causa de um mau irmão, de um inimigo exterior? Não tive Eu também os meus? À minha volta, os que arreganhavam dos dentes, mais perto de Mim, o discípulo que Me traiu».

É verdade, a tempestade causa estragos. Mas Cristo salva-nos «da pequenez da alma e da tempestade» (Sl 54, 9 LXX). O teu navio está agitado? Talvez seja porque em ti Cristo dorme. Sobre um mar furioso, o barco onde navegavam os discípulos estava agitado, e contudo Cristo dormia. Por fim, chegou o momento em que estes homens perceberam que estava com eles o Senhor e Criador dos ventos. Aproximaram-se de Cristo, despertaram-nO: Cristo mandou calar os ventos e fez-se uma grande calma.

O teu coração perturba-se com razão, se esqueces em Quem crês; e o teu sofrimento torna-se insuportável se tudo o que Cristo sofreu por ti permanece distante do teu espírito. Se não pensas em Cristo, Ele dorme. Desperta Cristo, recorre à tua fé. Porque Cristo dorme em ti quando te esqueces da Sua Paixão; se a recordas, Cristo vela por ti. Quando tiveres meditado com todo o teu coração no que Cristo sofreu, não suportarás com mais perseverança as tuas aflições? E talvez te sintas, com alegria, levemente semelhante ao teu Rei no sofrimento. Sim, quando estes pensamentos começarem a consolar-te e a dar-te alegria, saberás que foi Cristo que Se levantou e que mandou calar os ventos; daí a calma que se faz em ti. «Espero, diz um salmo, Aquele que me salvará da pequenez de alma e da tempestade».

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