Leituras de 01/02/11


ANO LITÚRGICO “A” – IV SEMANA DO TEMPO COMUM

Terça-feira, 1º de fevereiro de 2011

Verde – Ofício da IV Semana

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Antífona: Salvai-nos, Senhor nosso Deus, reuni vossos filhos dispersos pelo mundo, para que celebremos o vosso santo nome e nos gloriemos em vosso louvor (Sl 105,47).


Oração do Dia:
Concedei-nos, Senhor nosso Deus, adorar-vos de todo o coração e amar todas as pessoas com verdadeira caridade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Primeira Leitura: Hebreus 12, 01-04

Leitura da carta aos Hebreus:

121 Desse modo, cercados como estamos de uma tal nuvem de testemunhas, desvencilhemo-nos das cadeias do pecado. Corramos com perseverança ao combate proposto, com o olhar fixo no autor e consumador de nossa fé, Jesus.

2 Em vez de gozo que se lhe oferecera, ele suportou a cruz e está sentado à direita do trono de Deus.

3 Considerai, pois, atentamente aquele que sofreu tantas contrariedades dos pecadores, e não vos deixeis abater pelo desânimo.

4 Ainda não tendes resistido até o sangue, na luta contra o pecado.

Palavra do Senhor.
Graças a Deus!

Salmo Responsorial: 22/21

Todos aqueles que vos buscam
hão de louvar-vos, ó Senhor.

Sois meu louvor em meio à grande assembleia;
cumpro meus votos ante aqueles que vos temem!
Vossos pobres vão comer e saciar-se,
e os que procuram o Senhor o louvarão;
“Seus corações tenham a vida para sempre!”

Lembrem-se disso os confins de toda a terra,
para que voltem ao Senhor e se convertam,
e se prostrem, adorando, diante dele
todos os povos e as famílias das nações.
Somente a ele adorarão os poderosos,
e os que voltam para o pó o louvarão.

Para ele há de viver a minha alma,
toda a minha descendência há de servi-lo;
às futuras gerações anunciará
o poder e a justiça do Senhor;
ao povo novo que há de vir, ela dirá:
“Eis a obra que o Senhor realizou!”

Evangelho: Marcos 5, 21-43

Aleluia, aleluia, aleluia.

Cristo tomou sobre si nossas dores, carregou em seu corpo as nossas fraquezas (Mt 8,17).

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos:

Naquele tempo, 521 tendo Jesus navegado outra vez para a margem oposta, de novo afluiu a ele uma grande multidão. Ele se achava à beira do mar, quando

22 um dos chefes da sinagoga, chamado Jairo, se apresentou e, à sua vista, lançou-se-lhe aos pés,

23 rogando-lhe com insistência: “Minha filhinha está nas últimas. Vem, impõe-lhe as mãos para que se salve e viva”.

24 Jesus foi com ele e grande multidão o seguia, comprimindo-o.

25 Ora, havia ali uma mulher que já por doze anos padecia de um fluxo de sangue.

26 Sofrera muito nas mãos de vários médicos, gastando tudo o que possuía, sem achar nenhum alívio; pelo contrário, piorava cada vez mais.
27 Tendo ela ouvido falar de Jesus, veio por detrás, entre a multidão, e tocou-lhe no manto.

28 Dizia ela consigo: “Se tocar, ainda que seja na orla do seu manto, estarei curada”.

29 Ora, no mesmo instante se lhe estancou a fonte de sangue, e ela teve a sensação de estar curada.

30 Jesus percebeu imediatamente que saíra dele uma força e, voltando-se para o povo, perguntou: “Quem tocou minhas vestes?”

31 Responderam-lhe os seus discípulos: “Vês que a multidão te comprime e perguntas: ´Quem me tocou?´”

32 E ele olhava em derredor para ver quem o fizera.

33 Ora, a mulher, atemorizada e trêmula, sabendo o que nela se tinha passado, veio lançar-se-lhe aos pés e contou-lhe toda a verdade.

34 Mas ele lhe disse: “Filha, a tua fé te salvou. Vai em paz e sê curada do teu mal”.

35 Enquanto ainda falava, chegou alguém da casa do chefe da sinagoga, anunciando: “Tua filha morreu. Para que ainda incomodas o Mestre?”

36 Ouvindo Jesus a notícia que era transmitida, dirigiu-se ao chefe da sinagoga: “Não temas; crê somente”.

37 E não permitiu que ninguém o acompanhasse, senão Pedro, Tiago e João, irmão de Tiago.

38 Ao chegar à casa do chefe da sinagoga, viu o alvoroço e os que estavam chorando e fazendo grandes lamentações.

39 Ele entrou e disse-lhes: “Por que todo esse barulho e esses choros? A menina não morreu. Ela está dormindo”.

40 Mas riam-se dele. Contudo, tendo mandado sair todos, tomou o pai e a mãe da menina e os que levava consigo, e entrou onde a menina estava deitada.

41 Segurou a mão da menina e disse-lhe: “Talita cumi”, que quer dizer: “Menina, ordeno-te, levanta-te!”

42 E imediatamente a menina se levantou e se pôs a caminhar (pois contava doze anos). Eles ficaram assombrados.

43 Ordenou-lhes severamente que ninguém o soubesse, e mandou que lhe dessem de comer.

Palavra da Salvação.

Glória a Vós, Senhor!

E riam-se dele… (Mc 5, 21-43)

Este um dos aspectos mais chocantes do Evangelho: Jesus causava o riso e a zombaria daqueles que o rejeitavam. Por quê? Bem, Jesus era pobre. Se os ricos recebem cumprimentos e louvores, salamaleques e rapapés, os pobres são alvo de escárnios e galhofas. E Jesus era Galileu, isto é, um roceiro. Falaria com o sotaque daquelas bandas, provocando chacotas dos moradores da Judeia. Lembrar de Pedro, galileu, que foi identificado exatamente pelo sotaque de roceiro (cf. Mc 14, 70).

Mais ainda: Jesus de Nazaré elogiava a pobreza de vida e mostrava a vaidade das riquezas, dava valor às coisas espirituais e diminuía o brilho aparente do dinheiro, do luxo, do poder. Natural, quem andava em busca destas coisas e nelas centrava sua vida devia considerar tal pregação como loucura (cf. Mc 3, 21). Por isso mesmo, debochavam do Galileu sonhador…

A coisa não para por aí: o áspero ensinamento de Jesus parecia chocar-se com a antiga Lei de Moisés em certas referências aos costumes, preceitos e até mesmo ao Templo de Jerusalém. Chegam a dizer que Jesus está possesso de um demônio! (Cf. Mc 3, 30.) Querem desprezo maior?

Mas o Evangelho traz outro motivo que levava os adversários a zombar dele: a menina está morta – eles já decidiram isto – e Jesus ousa dizer que ela apenas dorme. O ato de esperança é intolerável para os que cultuam a morte. Desta vez, as caçoadas são ostensivas, pois o Mestre age como quem ignora todas as evidências materiais.

Ainda hoje a situação é a mesma. Em uma civilização da morte, que aprova o aborto e a eutanásia, que faz comércio de armas e acumula ogivas atômicas em seus arsenais, quando surge alguém a favor da vida, será o alvo preferencial dos difamadores e zombeteiros. Em uma de suas viagens à França, o saudoso Papa João Paulo II foi rotulado pela mídia anticlerical de bobo e de palhaço. No mesmo país, Madre Teresa de Calcutá, a “mãe dos pobres de Deus”, era acusada de usar os miseráveis para recolher fortunas.

Os inimigos de Cristo não têm limites no sarcasmo. Mas o que espera por eles é o mesmo susto que tiveram os contemporâneos de Jesus, quando disse à menina: “Thalita, kum!”, isto é, “Menina, levanta-te!”, e ela imediatamente se pôs de pé.

Se um de nós dá ouvidos ao imperativo de Jesus e se põe de pé, mesmo quando todos apostam em nossa morte espiritual e moral, quem sabe se Jesus fica livre de tantas infâmias? Quem sabe, reconhecerão o seu poder e invocarão seu santo Nome?

Orai sem cessar: “Senhor, tu voltarás a arrancar-me dos abismos da terra!” (Sl 71 [70], 20b).

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

santini@novaalianca.com.br www.novaalianca.com.br

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Comentário ao Evangelho do dia feito por:

São Jerónimo (347-420), presbítero, tradutor da Bíblia, Doutor da Igreja

Homilias sobre o Evangelho de São Marcos, n°3 (a partir da trad. SC 494, p. 129 rev.)


«Levanta-te»

«Tomando-lhe a mão, disse: ‘Talitha qûm’, que significa: ‘Menina […], levanta-te!’» «Porque nasceste segunda vez, serás chamada ‘menina’. Menina, levanta-te por Mim, não porque o mereças, mas pela ação da Minha graça. Levanta-te portanto por Mim: a tua cura não provém da tua força.» «E logo a menina se levantou e começou a andar.» Que Jesus nos toque, a nós também, e logo começaremos a andar. Embora estejamos paralisados, embora as nossas obras sejam más e não possamos andar, embora estejamos deitados no leito dos nossos pecados […], se Jesus nos tocar, ficaremos imediatamente curados. A sogra de Pedro estava atormentada pela febre: Jesus tocou-lhe com a mão, ela levantou-se e serviu-O imediatamente (Mc 1, 31). […]

«Todos ficaram assombrados. Recomendou-lhes vivamente que ninguém soubesse do sucedido.» Eis a razão porque Ele mandou sair toda aquela multidão para fazer um milagre. Ele mandou, e não só mandou, mas ordenou que ninguém soubesse. Ele ordenou aos três apóstolos, e ordenou também aos pais que ninguém soubesse. O Senhor ordenou a todos, mas a menina não pôde ficar calada, ela que se tornou a levantar.

«E mandou dar de comer à menina»: para que a sua ressurreição não fosse considerada como a aparição de um fantasma. E Ele próprio, depois da Sua ressurreição, comeu peixe e um bolo de mel (Lc 24, 42). […] Suplico-te, Senhor, que também a nós que estamos deitados nos toques com a Tua mão; levanta-nos do leito dos nossos pecados e põe-nos a andar. Quando estivermos a andar, manda darem-nos de comer. Deitados, não podemos comer; se não estivermos levantados, não seremos capazes de receber o Corpo de Cristo.

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