Leituras de 31/01/11


ANO LITÚRGICO “A” – IV SEMANA DO TEMPO COMUM

Segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

SÃO JOÃO BOSCO, Sacerdote e Educador

Branco – Prefácio Comum ou dos Pastores – Ofício da Memória

******************************************

Antífona: Deixai vir a mim os pequeninos e não os impeçais, diz o Senhor. O reino do céu pertence aos que se parecem com eles (Mc 10,14).


Oração do Dia:
Ó Deus, que suscitastes são João Bosco para educar e pai dos adolescentes, fazei que, inflamados da mesma caridade, procuremos a salvação de nossos irmãos, colocando-nos inteiramente ao vosso serviço. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Primeira Leitura: Hebreus 11, 32-40

Leitura da carta aos Hebreus:

Irmãos, 1132 que mais direi? Faltar-me-á o tempo, se falar de Gedeão, Barac, Sansão, Jefté, Davi, Samuel e dos profetas.

33 Graças à sua fé conquistaram reinos, praticaram a justiça, viram se realizar as promessas. Taparam bocas de leões,

34 extinguiram a violência do fogo, escaparam ao fio de espada, triunfaram de enfermidades, foram corajosos na guerra e puseram em debandada exércitos estrangeiros.

35 Devolveram vivos às suas mães os filhos mortos. Alguns foram torturados, por recusarem ser libertados, movidos pela esperança de uma ressurreição mais gloriosa.

36 Outros sofreram escárnio e açoites, cadeias e prisões.

37 Foram apedrejados, massacrados, serrados ao meio, mortos a fio de espada. Andaram errantes, vestidos de pele de ovelha e de cabra, necessitados de tudo, perseguidos e maltratados,

38 homens de que o mundo não era digno! Refugiaram-se nas solidões das montanhas, nas cavernas e em antros subterrâneos.
39 E, no entanto, todos estes mártires da fé não conheceram a realização das promessas!

40 Porque Deus, que tinha para nós uma sorte melhor, não quis que eles chegassem sem nós à perfeição (da felicidade).

Palavra do Senhor.

Graças a Deus!


Salmo Responsorial: 31/30

Fortalecei os corações,
vós que ao Senhor vos confiais!

Como é grande, ó Senhor, vossa bondade,
que reservastes para aqueles que vos temem!
Para aqueles que em vós se refugiam,
mostrando, assim, o vosso amor perante os homens.

Na proteção de vossa face os defendeis,
bem longe das intrigas dos mortais.
No interior de vossa tenda os escondeis,
protegendo-os contra as línguas maldizentes.

Seja bendito o Senhor Deus que me mostrou
seu grande amor numa cidade protegida!

Eu que dizia quando estava perturbado:
“Fui expulso da presença do Senhor!”
Vejo agora que ouvistes minha súplica
quando a vós eu elevei o meu clamor.

Amai o Senhor Deus, seus santos todos,
ele guarda com carinho seus fiéis,
mas pune os orgulhosos com rigor.

Evangelho: Marcos 5, 1-20

Aleluia, aleluia, aleluia.

Um grande profeta surgiu entrenós e Deus visitou o seu povo, aleluia (Lc 7,16).

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos:

Naquele tempo, 51 passaram à outra margem do lago, ao território dos gerasenos.

2 Assim que saíram da barca, um homem possesso do espírito imundo saiu do cemitério

3 onde tinha seu refúgio e veio-lhe ao encontro. Não podiam atá-lo nem com cadeia, mesmo nos sepulcros,

4 pois tinha sido ligado muitas vezes com grilhões e cadeias, mas os despedaçara e ninguém o podia subjugar.

5 Sempre, dia e noite, andava pelos sepulcros e nos montes, gritando e ferindo-se com pedras.

6 Vendo Jesus de longe, correu e prostrou-se diante dele, gritando em alta voz:

7 “Que queres de mim, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Conjuro-te por Deus, que não me atormentes”.

8 É que Jesus lhe dizia: “Espírito imundo, sai deste homem!”

9 Perguntou-lhe Jesus: “Qual é o teu nome?” Respondeu-lhe: “Legião é o meu nome, porque somos muitos”.

10 E pediam-lhe com instância que não os lançasse fora daquela região.
11 Ora, uma grande manada de porcos andava pastando ali junto do monte.
12 E os espíritos suplicavam-lhe: “Manda-nos para os porcos, para entrarmos neles”.

13 Jesus lhos permitiu. Então os espíritos imundos, tendo saído, entraram nos porcos; e a manada, de uns dois mil, precipitou-se no mar, afogando-se.

14 Fugiram os pastores e narraram o fato na cidade e pelos arredores. Então saíram a ver o que tinha acontecido.

15 Aproximaram-se de Jesus e viram o possesso assentado, coberto com seu manto e calmo, ele que tinha sido possuído pela Legião. E o pânico apoderou-se deles.

16 As testemunhas do fato contaram-lhes como havia acontecido isso ao endemoninhado, e o caso dos porcos.

17 Começaram então a rogar-lhe que se retirasse da sua região.

18 Quando ele subia para a barca, veio o que tinha sido possesso e pediu-lhe permissão de acompanhá-lo.

19 Jesus não o admitiu, mas disse-lhe: “Vai para casa, para junto dos teus e anuncia-lhes tudo o que o Senhor fez por ti, e como se compadeceu de ti”.

20 Foi-se ele e começou a publicar, na Decápole, tudo o que Jesus lhe havia feito. E todos se admiravam.

Palavra da Salvação.

Glória a Vós, Senhor!

Eu me chamo Legião… (Mc 5, 1-20)

Entre batizados, é raro um caso de possessão demoníaca. Na China e na Índia, cujas populações são predominantemente pagãs, missionários verificaram que ali são mais frequentes essas invasões do Maligno.

Segundo Dr. Philippe Madre, médico católico, um dos principais dirigentes da Comunidade das Beatitudes, há quatro graus de ação demoníaca sobre a pessoa humana: a tentação, a infestação, a possessão e a sujeição. Na tentação, o Inimigo está de fora, sugerindo o mal ou tentando afastar-nos do bem. Na infestação, alguma de nossas faculdades (imaginação, memória, inteligência, etc.) é fortemente afetada ou abalada pelo Maligno, mas ainda temos liberdade para agir conforme a própria volição.

Na possessão, a pessoa é tomada (entre batizados, isto só acontece com a própria colaboração, nunca como invasão à força!) e já não consegue usar livremente sua vontade. Vi, pessoalmente, casos em que o possesso tentava e não conseguia rezar o Pai-Nosso. A voz emitida lembrava o rosnar de um animal feroz. A recuperação da liberdade exigirá a ação de um exorcista.

Na sujeição, a situação é ainda mais grave, pois alguém se entrega ao demônio como um agente do mal. É o caso de mulheres que, conscientemente, se dedicam a desviar sacerdotes de seu ministério. É também o de membros de seitas satânicas, que “celebram” missas negras e oferecem sacrifícios humanos ao Príncipe das trevas. Esse tipo de culto vem-se propagando nos EUA e na União Europeia, de forma crescente, após a Segunda Guerra Mundial.

Neste Evangelho, interpelado por Jesus, o demônio se autodenomina “Legião”. Trata-se de um coletivo para o grupamento do exército romano, que podia variar de 3000 a 6000 soldados ou legionários. No caso, a palavra serve de imagem para a des-personalização da pessoa, quando diferentes “eus” convivem no seu íntimo, a ponto de perder o domínio sobre si mesma.

Em tempos de racionalismo, comete-se um grande esforço para negar aquilo que faz parte da mais legítima tradição católica: a existência de anjos bons e anjos maus (demônios), reduzindo tais manifestações a distúrbios do psiquismo, alucinações coletivas, projeções do inconsciente e fenômenos parapsicológicos. Não é esta, porém, a doutrina da Igreja.

Em alocução de 15/11/1972, o Papa Paulo VI advertia: “O mal já não é apenas uma deficiência, mas uma eficiência, um ser vivo, espiritual, pervertido e perversor. Trata-se de uma realidade terrível, misteriosa e medonha. […] Sai do âmbito dos ensinamentos bíblicos e eclesiásticos quem se recusa a reconhecer a existência desta realidade”.

Orai sem cessar: “Deus se levanta, seus inimigos se dispersam.” (Sl 68, 2)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

santini@novaalianca.com.br http://www.novaalianca.com.br

**************************************

Comentário ao Evangelho do dia feito por:


Bem-aventurada Teresa de Calcutá (1910-1997), fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade

«No Greater Love» (a partir da trad. de «Il n’y a pas de plus grand amour», Lattès 1997, p. 26)

«O homem que fora possesso suplicou-Lhe que o deixasse andar com Ele. […] Disse-lhe antes: ‘Vai para tua casa, para junto dos teus, e conta-lhes tudo o que o Senhor fez por ti’»

Somos chamados a amar o mundo. E Deus amou de tal forma o mundo que lhe deu Jesus (Jo 3, 16). Hoje, Ele ama de tal forma o mundo que nos dá ao mundo, a ti e a mim, para que sejamos o Seu amor, a Sua compaixão e a Sua presença através de uma vida de oração, de sacrifícios e de entrega. A resposta que Deus espera de ti é que te tornes contemplativo, que sejas contemplativo.

Tomemos a palavra de Jesus a sério e sejamos contemplativos no coração do mundo porque, se temos fé, estamos perpetuamente na Sua presença. Pela contemplação a alma bebe diretamente do coração de Deus as graças que a vida ativa está encarregada de distribuir. As nossas vidas devem estar unidas a Cristo vivo que está em nós. Se não vivermos na presença de Deus, não podemos perseverar.

O que é a contemplação? É viver a vida de Jesus. É assim que a compreendo. Amar Jesus, viver a Sua vida no âmago da nossa e viver a nossa no seio da Sua. […] A contemplação não ocorre por nos fecharmos num quarto obscuro, mas por permitirmos a Jesus que viva a Sua Paixão, o Seu amor, a Sua humildade em nós, que reze conosco, que esteja conosco e que santifique através de nós. A nossa vida e a nossa contemplação são unas. Não é uma questão de fazer, mas de ser. De fato, trata-se da plena fruição do nosso espírito pelo Espírito Santo, que derrama em nós a plenitude de Deus e nos envia a toda a Criação como mensagem Sua, pessoal, de amor (Mc 16, 15).

**********************************

Anúncios
Esse post foi publicado em Geral. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s