Leituras de 02/02/11


ANO LITÚRGICO “A” – IV SEMANA DO TEMPO COMUM

Quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

APRESENTAÇÃO DO SENHOR

Branco – Glória – Prefácio Próprio – Ofício Festa

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Antífona: Recebemos, ó Deus, a vossa misericórdia no meio de vosso templo. Vosso louvor se estende, como o vosso nome, até os confins da terra; toda a justiça se encontra em vossas mãos (Sl 47,10s).


Oração do Dia:
Deus eterno e todo-poderoso, ouvi as nossas súplicas. Assim como o vosso Filho único, revestido da nossa humanidade, foi hoje apresentado no templo, fazei que nos apresentemos diante de vós com os corações purificados. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Primeira Leitura: Malaquias 3, 1-4

Leitura da profecia de Malaquias:

3 1 Vou mandar o meu mensageiro para preparar o meu caminho. E imediatamente virá ao seu templo o Senhor que buscais, o anjo da aliança que desejais. Ei-lo que vem – diz o Senhor dos exércitos.

2 Quem estará seguro no dia de sua vinda? Quem poderá resistir quando ele aparecer? Porque ele é como o fogo do fundidor, como a lixívia dos lavadeiros.

3 Sentar-se-á para fundir e purificar a prata; purificará os filhos de Levi e os refinará, como se refinam o ouro e a prata; então eles serão para o Senhor aqueles que apresentarão as ofertas como convêm.

4 E a oblação de Judá e de Jerusalém será agradável ao Senhor, como nos dias antigos, como nos anos de outrora.

Palavra do Senhor.

Graças a Deus!

Salmo Responsorial: 24/23

O rei da glória é o Senhor onipotente!

“Ó portas, levantai vossos frontões!
Elevai-vos bem mais alto, antigas portas,
a fim de que o rei da glória possa entrar!”

Dizei-nos: “Quem é este rei da glória?”
“É o Senhor, o valoroso, o onipotente,
o Senhor, o poderoso nas batalhas!”

“Ó portas, levantai vossos frontões!
Elevai-vos bem mais alto, antigas portas,
a fim de que o rei da glória possa entrar!”

Dizei-nos: “Quem é este rei da glória?”
“O rei da glória é o Senhor onipotente,
o rei da glória é o Senhor Deus do universo.”

Evangelho: Lucas 2, 22-40 ou 22-32

Aleluia, aleluia, aleluia.

Sois a luz que brilhará para os gentios e para a glória de Israel, o vosso povo (Lc 2,32).

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas:

222 Concluídos os dias da sua purificação segundo a Lei de Moisés, levaram-no a Jerusalém para o apresentar ao Senhor,

23 conforme o que está escrito na lei do Senhor: “Todo primogênito do sexo masculino será consagrado ao Senhor”;

24 e para oferecerem o sacrifício prescrito pela lei do Senhor, um par de rolas ou dois pombinhos.

25 Ora, havia em Jerusalém um homem chamado Simeão. Este homem, justo e piedoso, esperava a consolação de Israel, e o Espírito Santo estava nele.

26 Fora-lhe revelado pelo Espírito Santo que não morreria sem primeiro ver o Cristo do Senhor.

27 Impelido pelo Espírito Santo, foi ao templo. E tendo os pais apresentado o menino Jesus, para cumprirem a respeito dele os preceitos da lei,

28 tomou-o em seus braços e louvou a Deus nestes termos:

29 “Agora, Senhor, deixai o vosso servo ir em paz, segundo a vossa palavra.

30 Porque os meus olhos viram a vossa salvação

31 que preparastes diante de todos os povos,

32 como luz para iluminar as nações, e para a glória de vosso povo de Israel”.

33 Seu pai e sua mãe estavam admirados das coisas que dele se diziam.
34 Simeão abençoou-os e disse a Maria, sua mãe: “Eis que este menino está destinado a ser uma causa de queda e de soerguimento para muitos homens em Israel, e a ser um sinal que provocará contradições,
35 a fim de serem revelados os pensamentos de muitos corações. E uma espada transpassará a tua alma”.

36 Havia também uma profetisa chamada Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser; era de idade avançada.

37 Depois de ter vivido sete anos com seu marido desde a sua virgindade, ficara viúva, e agora com oitenta e quatro anos não se apartava do templo, servindo a Deus noite e dia em jejuns e orações.

38 Chegando ela à mesma hora, louvava a Deus e falava de Jesus a todos aqueles que em Jerusalém esperavam a libertação.

39 Após terem observado tudo segundo a lei do Senhor, voltaram para a Galileia, à sua cidade de Nazaré.

40 O menino ia crescendo e se fortificava: estava cheio de sabedoria, e a graça de Deus repousava nele.

Palavra da Salvação.

Glória a Vós, Senhor.

Ele recebeu-o nos braços… (Lc 2, 22-40)

Na festa da Apresentação do Senhor, o Velho Simeão representa com fidelidade aquela fatia do povo da Primeira Aliança que, como sentinela sobre a muralha, na profunda escuridão da noite humana, atravessara os séculos em atenta vigília, à espera do Messias prometido. Os ícones da Igreja do Oriente mostram o Menino todo luminoso nas mãos de Simeão, que tem os olhos fitos nos olhos Menino, a ponto de se poder traçar entre eles uma linha reta.

Como pano de fundo, a frase de seu Cântico, o “Nunc Dimittis”: “Meus olhos viram a tua salvação”. Cumprida a promessa de Deus, tendo já testemunhado a fidelidade de Deus, Simeão canta: “Agora, Senhor, podes despedir em paz o teu servo!” Isto é, já posso morrer, pois vivi o momento-chave de minha vida.

Por isso mesmo, ao presenciar a chegada de José e de Maria, que traziam o Menino para sua apresentação no Templo do Senhor, Simeão estende prontamente os braços no gesto de acolhida. Este ancião é a imagem daqueles que, movidos pela Graça de Deus, abrem a Jesus a alma e o coração, tomando-o como centro e motivo de sua existência.

Mas permanece atual o grande mistério da recusa do Cristo. São ainda numerosos aqueles que não se abrem ao oferecimento gratuito de salvação, na pessoa de Jesus. Tal como no tempo de Cristo, quando muitos de seus contemporâneos o recusaram, em especial aqueles que teriam algo a perder – política ou financeiramente –com a adesão ao Mestre de Nazaré, também hoje há pessoas e grupos de coração empedernido, que movem contra Cristo e sua Igreja a mais feroz oposição.

Deixando de lado a hipótese de uma opção consciente pelo Anticristo, a atitude desse exército inimigo pode ser entendida como uma espécie de reação de defesa, apegados que estão a projetos e ideais que nascem da ambição e do ódio, da concupiscência e da luxúria, da ganância e do hedonismo pagão. Para eles, o Mártir do Calvário será sempre uma permanente ameaça. Por isso guerreiam contra Ele, pensando com isso preservar sua liberdade e sua autonomia.

Nada diferente do pecado das origens, quando o primeiro casal acatou a sugestão monstruosa de decidir, por conta própria, o que era o bem e o que era o mal… A mesma soberba, a mesma rebeldia.

Enquanto isso, o Velho Simeão abraça o Menino, sabendo que nele está a sua razão de viver…

E nós? Pressionados pelo cerco de um mundo neopagão, também temos em Jesus nossa razão de viver?

Orai sem cessar:
“Para teu servo, realiza tuas ordens!” (Sl 119, 38)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.


santini@novaalianca.com.br
www.novaalianca.com.br

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