Leituras de 11/02/11


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ANO LITÚRGICO “A” – V SEMANA DO TEMPO COMUM

Sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Verde – Ofício do Dia

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Antífona: Entrai, inclinai-vos e prostrai-vos: adoremos o Senhor que nos criou, pois ele é o nosso Deus (Sl 94,6s).

Oração do Dia: Velai, ó Deus, sobre a vossa família com incansável amor; e, como só confiamos na vossa graça, guardai-nos sob a vossa proteção. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.


Primeira Leitura: Gênesis 3, 1-8

Leitura do livro do Gênesis:

3 1 A serpente era o mais astuto de todos os animais dos campos que o Senhor Deus tinha formado. Ela disse a mulher: “É verdade que Deus vos proibiu comer do fruto de toda árvore do jardim?”

2 A mulher respondeu-lhe: “Podemos comer do fruto das árvores do jardim.

3 Mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, Deus disse: Vós não comereis dele, nem o tocareis, para que não morrais.”

4 “Oh, não! – tornou a serpente – vós não morrereis!

5 Mas Deus bem sabe que, no dia em que dele comerdes, vossos olhos se abrirão, e sereis como deuses, conhecedores do bem e do mal.”
6 A mulher, vendo que o fruto da árvore era bom para comer, de agradável aspecto e mui apropriado para abrir a inteligência, tomou dele, comeu, e o apresentou também ao seu marido, que comeu igualmente.

7 Então os seus olhos abriram-se; e, vendo que estavam nus, tomaram folhas de figueira, ligaram-nas e fizeram cinturas para si.
8 E eis que ouviram o barulho (dos passos) do Senhor Deus que passeava no jardim, à hora da brisa da tarde. O homem e sua mulher esconderam-se da face do Senhor Deus, no meio das árvores do jardim.

Palavra do Senhor.

Graças a Deus!

Salmo Responsorial: 32/31

Feliz aquele cuja falta é perdoada!

Feliz o homem que foi perdoado
e cuja falta já foi encoberta!
Feliz o homem a quem o Senhor
não olha mais como sendo culpado
e em cuja alma não há falsidade!

Eu confessei, afinal, meu pecado
e minha falta vos fiz conhecer.
Disse: “Eu irei confessar meu pecado!”
E perdoastes, Senhor, minha falta.

Todo fiel pode, assim, invocar-vos
durante o tempo da angústia e aflição,
porque, ainda que irrompam as águas,
não poderão atingi-lo jamais.

Sois para mim proteção e refúgio;
na minha angústia me haveis de salvar
e envolvereis a minha alma no gozo
da salvação que me vem só de vós.

Evangelho: Marcos 7, 31-37

Aleluia, aleluia, aleluia.

Abri-nos, ó Senhor, o coração para ouvirmos a palavra de Jesus! (At 16,14).

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos:

31 Ele deixou de novo as fronteiras de Tiro e foi por Sidônia ao mar da Galileia, no meio do território da Decápole.

32 Ora, apresentaram-lhe um surdo-mudo, rogando-lhe que lhe impusesse a mão.

33 Jesus tomou-o à parte dentre o povo, pôs-lhe os dedos nos ouvidos e tocou-lhe a língua com saliva.

34 E levantou os olhos ao céu, deu um suspiro e disse-lhe: “Éfata!”, que quer dizer “abre-te!”

35 No mesmo instante os ouvidos se lhe abriram, a prisão da língua se lhe desfez e ele falava perfeitamente.

36 Proibiu-lhes que o dissessem a alguém. Mas quanto mais lhes proibia, tanto mais o publicavam.

37 E tanto mais se admiravam, dizendo: “Ele fez bem todas as coisas. Fez ouvir os surdos e falar os mudos”.

Palavra da Salvação.

Graças a Deus!

“Ephphatha!” (Mc 7, 31-37)

Um dos títulos do Senhor Jesus é o de “Libertador” (aliás, sinônimo exato de “Redentor”, pois “redimir” significa “quebrar os elos da corrente” que prendia o escravo). Uma reação de defesa contra certas “teologias da libertação” pode levar-nos a perder a inestimável riqueza deste título. No Evangelho de hoje, este aspecto da missão de Jesus é evidenciado quando “se abriram os ouvidos e se desatou a cadeia (vinculum, em latim) da língua” do surdo-mudo.

Um comentarista atento já observou que a palavra aramaica – ephphatha – pronunciada por Jesus em tom imperativo, sendo formada de um fonema labiodental redobrado, seria facilmente compreendida até por um surdo. Sua pronúncia já inclui a forte emissão de um sopro na direção do ouvinte.
E a libertação do deficiente foi imediata: o surdo-mudo se pôs a falar e a apregoar o nome de Jesus. Antes, mudo; agora, evangelizador! Uma cura orientada para a missão!

Não é exagero ver nas curas de Jesus uma espécie de “iniciação” na fé por parte daqueles que foram agraciados com os milagres. Afinal, o mesmo imperativo – ephphatha – foi incluído pela Igreja primitiva no ritual da liturgia do Batismo, quando o ministro do sacramento sopra sobre a criança, abrindo seus ouvidos para a Palavra de Cristo. Aquele que foi batizado transforma-se em ouvinte privilegiado do Verbo de Deus.

Hoje, vinte séculos depois, muita gente se queixa de estar “amarrada”. Surgem até especialistas em “desamarrar”. Muita gente pede “oração de libertação”. Experimentam freqüentemente uma espécie de prisão que lhes tolhe os movimentos na direção de Deus. Uma vaga preguiça para a oração, um “fechamento” da inteligência que transforma a Bíblia em uma sucessão de enigmas indevassáveis, ou terrível malha de rotina que impede a penetração nos símbolos e sinais da liturgia.

É a hora de se aproximar de Jesus e pedir que ele perfure o tímpano espiritual que nos faz surdos. Que ele corte as amarras de nossa língua presa, que nos impedem de anunciar o Evangelho. E rompa as teias de pecado que paralisam nossos pés diante da TV…

Como na Seqüência de Pentecostes, rezemos: “Envergai o rígido, aquecei o frígido, conduzi o errante!”

Orai sem cessar: “Senhor, abre meus lábios,
e minha língua proclamará o teu louvor!” (Sl 51 [50], 17)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

santini@novaalianca.com.br http://www.novaalianca.com.br

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Comentário ao Evangelho do dia feito por:

Papa Bento XVI

Discurso aos seminaristas 17/02/2007 (trad. © libreria Editrice Vaticana)

«Oxalá ouvísseis hoje a Sua voz» (Sl 94,7)

Como podemos discernir a voz de Deus entre as mil vozes que ouvimos todos os dias neste nosso mundo? Diria: Deus fala conosco de modos muito diferentes. Fala através de outras pessoas, através dos amigos, dos pais, do pároco, dos sacerdotes. […] Fala por meio dos acontecimentos da nossa vida, nos quais podemos discernir um gesto de Deus; fala também através da natureza, da criação, e fala, naturalmente e sobretudo, na Sua Palavra, na Sagrada Escritura, lida na comunhão da Igreja e pessoalmente em diálogo com Deus.

É importante ler a Sagrada Escritura, por um lado de modo muito pessoal, e realmente, como diz São Paulo, não como palavra de um homem ou como um documento do passado, como lemos Homero ou Virgílio, mas como uma Palavra de Deus que é sempre atual e fala comigo; aprender a ouvir um texto, que é historicamente do passado mas que é a Palavra viva de Deus, ou seja, entrar em oração, e assim fazer da leitura da Sagrada Escritura um diálogo com Deus.

Santo Agostinho, nas suas homilias, diz com frequência: «Bati várias vezes à porta desta Palavra, até que pude compreender o que o próprio Deus me dizia»; por um lado, esta leitura muito pessoal, este diálogo pessoal com Deus, no qual procuro o que o Senhor me diz; e, juntamente com esta leitura pessoal, é muito importante a leitura comunitária, porque o sujeito vivo da Sagrada Escritura é o Povo de Deus, é a Igreja.

11 DE FEVEREIRO

18. NOSSA SENHORA DE LOURDES

Memória

Por Francisco Fernández-Carvajal, sacerdote

– As aparições na gruta. Santa Maria, Salus infirmorum.

– O sentido da doença e da dor.

– Santificar a dor. Recorrer a Nossa Senhora.

No ano de 1858, a Imaculada Virgem Maria apareceu dezoito vezes a Bernadette Soubirous em Lourdes. A primeira aparição foi no dia 11 de fevereiro. Por meio dessa menina, a Virgem chama os pecadores à conversão e a um maior espírito de oração e caridade, principalmente para com os necessitados. Recomenda a recitação do terço, oração por meio da qual recorremos à nossa Mãe como filhos pequenos e necessitados. Leão XIII aprovou esta festividade e Pio X estendeu-a a toda a Igreja. Bernadette foi canonizada por Pio XI em 1925.

I. QUATRO ANOS DEPOIS de ter sido proclamado o dogma da Imaculada Conceição, a Santíssima Virgem apareceu a uma menina de catorze anos, Bernadette Soubirous, numa gruta perto de Lourdes. A Virgem era de tal beleza que se tornava impossível descrevê-la, conta a Santa1. Quando, tempos mais tarde, o escultor da gruta perguntou a Bernadette se a sua obra, que representava a Virgem, se assemelhava à aparição, ela respondeu com grande candura e simplicidade: “Oh, não, senhor, de maneira nenhuma! Não se parece nada!” A Virgem é sempre mais bela.

As aparições sucederam-se durante mais dezessete dias. A menina perguntava à Senhora qual o seu nome, e ela “sorria docemente”. Finalmente, Nossa Senhora revelou-lhe que era a Imaculada Conceição.

Ocorreram em Lourdes muitos prodígios nos corpos e muitos mais nas almas. Foram incontáveis as curas, e muitos mais os que regressaram curados das diferentes doenças de que a alma pode sofrer: recuperaram a fé, abriram-se a uma piedade mais profunda e enérgica ou passaram a aceitar amorosamente a vontade divina.

A primeira Leitura da Missa2 propõe à nossa consideração as palavras com que o profeta Isaías consolava o Povo eleito no desterro, animando-o com a esperança do retorno à Cidade Santa, onde encontrariam o consolo que um filho pequeno encontra em sua mãe. Porque isto é o que diz o Senhor: Eis que eu farei correr a paz sobre ela como um rio, e a opulência das nações como uma torrente que transborda. Sugareis o seu leite, sereis levados ao seu regaço e acariciados no seu colo. Como uma mãe acaricia o seu filhinho, assim Eu vos consolarei…

Ao meditarmos na festa de hoje, vemos como o Senhor quis colocar nas mãos de Maria todas as verdadeiras riquezas que nós, os homens, devemos implorar, e como nos deixou nEla o consolo de que estamos tão necessitados. As dezoito aparições à pequena Bernadette são uma mensagem que nos recorda a misericórdia de Deus, exercida por meio de Santa Maria.

A Virgem mostra-se sempre como Saúde dos enfermos e Consoladora dos aflitos. Ao fazermos hoje a nossa oração, expomos-lhe todas as nossas necessidades, que são muitas. Ela conhece-as bem, escuta-nos sem termos de sair do lugar em que nos encontramos e quer que recorramos à sua proteção. E isto cumula-nos de alegria e de consolo, especialmente na festa que celebramos hoje. Recorremos a Maria como filhos pequenos que não querem afastar-se de sua mãe: “Mãe, minha Mãe…”, dizemos-lhe na intimidade da nossa oração, pedindo-lhe ajuda para todas as necessidades que nos afligem ou nos preocupam.

II. A SANTÍSSIMA VIRGEM também quis recordar naquela gruta a necessidade da conversão e da penitência. A nossa Mãe quis pôr de relevo que a humanidade foi redimida na Cruz, e que é atual o valor redentor da dor, do sofrimento e da mortificação voluntária.

Aquilo que, com uma visão puramente humana, os homens consideram um grande mal pode ser, com olhos de bons cristãos, um grande bem: a doença, a pobreza, a dor, o fracasso, a difamação, a perda do emprego… Em momentos humanamente muito difíceis, podemos descobrir, com a ajuda da graça, que essas situações de desamparo são um grande caminho para uma sincera humildade, abrindo-nos os olhos para a absoluta dependência de Deus em que o homem se encontra. A doença, ou qualquer desgraça, pode ajudar-nos muito a desapegar-nos um pouco mais das coisas da terra, a que talvez estejamos demasiado presos, quase sem o percebermos. Sentimos então a necessidade de olhar para o Céu e de fortalecer a esperança sobrenatural, ao verificarmos a fragilidade das esperanças humanas.

A doença ajuda-nos a confiar mais em Deus, que nunca nos prova acima das nossas forças3, e a abandonar-nos plenamente nos seus braços fortes de pai. Deus conhece bem as nossas forças e nunca nos pedirá mais do que aquilo que podemos dar. Qualquer infelicidade é uma boa ocasião para pormos em prática o conselho de Santo Agostinho: fazer o que se pode e pedir o que não se pode4, pois o Senhor não manda coisas impossíveis.

A grande prova de amor que podemos dar é aceitar a doença – e a própria morte – entregando a vida como oblação e sacrifício por Cristo, para o bem de todo o seu Corpo Místico, a Igreja. As nossas penas e dores perdem a sua carga de amargura quando se elevam ao Céu. Poenae sunt pennae, “as penas são asas”, diz uma antiga expressão latina. Uma doença pode converter-se em asas que nos elevam até Deus. Como é diferente uma doença que acolhemos com fé e humildade de uma outra que, pelo contrário, recebemos com pouca fé, mal-humorados, magoados ou tristes!

III. E ESTAVA LÁ a mãe de Jesus5. Vemos com alegria como é enorme a variedade de tipos e condições de pessoas que se aproximam dos santuários da Virgem e se prostram aos seus pés. Talvez não se aproximassem se não tivessem experimentado a debilidade, a dor ou a necessidade, própria ou alheia.

Referindo-se à festa de hoje, o Papa João Paulo II perguntava-se por que pessoas tão diversas se dirigem à gruta onde ocorreram as aparições, e respondia: “Porque sabem que ali, como em Caná, «está a mãe de Jesus»: e onde Ela está não pode faltar o seu Filho. Esta é a certeza que arrasta as multidões que todos os anos – como uma avalanche – se dirigem a Lourdes à procura de um alívio, de um consolo, de uma esperança […].

“A cura milagrosa, no entanto, é, apesar de tudo, um acontecimento excepcional. A potência salvífica de Cristo, obtida por intercessão de sua Mãe, revela-se em Lourdes sobretudo no âmbito espiritual. Nos corações dos doentes, Ela faz ouvir a voz do Filho que dissolve prodigiosamente os tumores da acritude e da rebelião, e restitui a vista aos olhos da alma para que possam ver sob uma luz nova o mundo, os outros, o seu próprio destino”6.

O Senhor, a quem a sua Mãe sempre nos conduz, amava os doentes. São Pedro resume a sua vida nestas poucas palavras: Jesus de Nazaré… passou fazendo o bem e curando…7 Os Evangelhos não se cansam de mencionar a misericórdia do Mestre para com os que sofriam na alma ou no corpo. Grande parte do seu ministério aqui na terra, dedicou-o o Senhor a curar os doentes e a consolar os aflitos. “Era sensível a todo o sofrimento humano, tanto do corpo como da alma”8.

Ele é compassivo e espera da nossa parte que empreguemos os meios ao nosso alcance para sairmos de uma doença ou de uma situação difícil; e nunca permitirá provas que estejam acima das nossas forças. Dar-nos-á em todos os instantes as graças suficientes para que essas circunstâncias dolorosas não nos afastem dEle. Podemos pedir-lhe a cura ou que se resolvam os problemas que pesam sobre nós, mas devemos sobretudo pedir-lhe docilidade à graça, para que nessas circunstâncias – nessas e não em outras – saibamos crescer na fé, na esperança e na caridade.

Experimentaremos também um grande alívio nos nossos sofrimentos se não pensarmos excessivamente neles, por termos deixado essas penas nas mãos de Deus; como também se não pensarmos nas conseqüências futuras dos males que nos acometem, pois ainda não temos as graças necessárias para suportá-las… e talvez não se apresentem. A cada dia basta o seu cuidado9. Não esqueçamos que “todos estamos chamados a sofrer, mas nem todos no mesmo grau e da mesma maneira; cada um seguirá nisto a sua chamada, correspondendo a ela generosamente. O sofrimento, que do ponto de vista humano é tão desagradável, converte-se em fonte de santificação e de apostolado quando o aceitamos com amor e em união com Jesus…10, corredimindo com Ele, sentindo-nos filhos de Deus, especialmente nessas circunstâncias.

Recorramos em tudo a Maria. Ela sempre nos atenderá. Alcançar-nos-á o que lhe pedimos, ou conseguir-nos-á graças ainda maiores e mais abundantes para que dos males saibamos tirar bens; e dos grandes males, grandes bens. Seja qual for a nossa situação, experimentaremos sempre o seu consolo. Consolatrix afflictorum, Salus infirmorum, Auxilium christianorum… ora pro eis…, ora pro me.

Vinde em auxílio da nossa fraqueza, ó Deus de misericórdia, e fazei que, ao recordarmos hoje a Imaculada Mãe do vosso Filho, nos vejamos livres das nossas culpas por sua intercessão11.

(1) Liturgia das Horas, Segunda leitura; carta de Santa Maria Bernadette Soubirous ao padre Godrand, 1861; (2) Is 66, 10-14; (3) cfr. 1 Cor 10, 13; (4) cfr. Santo Agostinho, Tratado da natureza e da graça, 43, 5; (5) cfr. Jo 2, 1; (6) João Paulo II, Homilia, 11-II-1980; (7) At 10, 38; (8) João Paulo II, Carta Apost. Salvifici doloris, 11-II-1984, 16; (9) Mt 6, 34; (10) A. Tanquerey, La divinización del sufrimiento, Rialp, Madrid, 1955, pág. 240; (11) Liturgia das Horas, Oração conclusiva de Laudes.

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