Leituras de 22/02/11


ANO LITÚRGICO “A” – VII SEMANA DO TEMPO COMUM

Terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

CÁTEDRA DE SÃO PEDRO

Branco – Glória – Prefácio dos Apóstolos – Ofício da Festa

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Antífona: O Senhor disse a Simão Pedro: Roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça. E tu, por tua vez, confirma os teus irmãos (Lc 22,32).

Oração do Dia: Concedei, ó Deus todo-poderoso, que nada nos possa abalar, pois edificastes a vossa Igreja sobre aquela pedra que foi a profissão de fé do apóstolo Pedro. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Primeira Leitura: 1ª Pedro 5, 1-4

Leitura da primeira carta de são Pedro:

Carríssimos, 51 eis a exortação que dirijo aos anciãos que estão entre vós; porque sou ancião como eles, fui testemunha dos sofrimentos de Cristo e serei participante com eles daquela glória que se há de manifestar.
2 Velai sobre o rebanho de Deus, que vos é confiado. Tende cuidado dele, não constrangidos, mas espontaneamente; não por amor de interesse sórdido, mas com dedicação;

3 não como dominadores absolutos sobre as comunidades que vos são confiadas, mas como modelos do vosso rebanho.

4 E, quando aparecer o supremo Pastor, recebereis a coroa imperecível de glória.

Palavra do Senhor.

Graças a Deus!

Salmo Responsorial: 23/22

O Senhor é o pastor que me conduz,
não me falta coisa alguma.

O Senhor é o pastor que me conduz;
não me falta coisa alguma.
Pelos prados e campinas verdejantes
ele me leva a descansar.
Para as águas repousantes me encaminha
e restaura as minhas forças.

Ele me guia no caminho mais seguro,
pela honra do seu nome.
Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso,
nenhum mal eu temerei.
Estais comigo com bastão e com cajado,
eles me dão a segurança!

Preparais à minha frente uma mesa,
bem à vista do inimigo;
com óleo vós ungis minha cabeça,
e o meu cálice transborda.

Felicidade e todo bem hão de seguir-me
por toda a minha vida;
e na casa do Senhor habitarei
pelos tempos infinitos.

Evangelho: Mateus 16, 13-19

Aleluia, aleluia, aleluia.

Tu és Pedro, e sobre esta pedra eu irei construir minha Igreja, e as portas do inferno não irão derrotá-la (Mt 16,18).

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus:

Naquele tempo, 1613 chegando ao território de Cesaréia de Filipe, Jesus perguntou a seus discípulos: “No dizer do povo, quem é o Filho do Homem?”

14 Responderam: “Uns dizem que é João Batista; outros, Elias; outros, Jeremias ou um dos profetas”.

15 Disse-lhes Jesus: “E vós quem dizeis que eu sou?”

16 Simão Pedro respondeu: “Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo!”
17 Jesus então lhe disse: “Feliz és, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que te revelou isto, mas meu Pai que está nos céus.

18 E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela.

19 Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus”.

Palavra da Salvação.

Glória a Vós, Senhor!

Não prevalecerão! (Mt 16, 13-19)

Durante sua missão na terra, Jesus enfrentou a permanente oposição do demônio, quer por via direta, como nas tentações do deserto e do Getsêmani, quer indireta, valendo-se de mediações humanas, como Herodes, fariseus e os Sumos Sacerdotes. Sob este ângulo, toda a vida de Jesus manifesta um caráter agônico, isto é, um combate que só teve fim com sua morte e a ressurreição.

Isto deve estar bem claro para nós: Cristo tem inimigos. São inimigos espirituais, como os demônios que ele expulsava e reclamavam asperamente de sua interferência (cf. Mc 1, 24), mas também adversários humanos, como os fariseus de seu tempo, o discípulo que o traiu e até mesmo os próprios familiares, que tentavam retê-lo, julgando-o fora de si (cf. Mc 3, 21).

Natural que a Igreja, fundada por Jesus para continuar sua missão pessoal de salvar os homens, pregando o Evangelho e libertando do mal com a oração e os sacramentos, viesse a enfrentar a mesma hostilidade. Ele advertira: “No mundo tereis aflições. Coragem! Eu venci o mundo.” (Jo 16, 33.)

No entanto, o Evangelho nos traz uma promessa de Jesus que mantém firme a nossa esperança. Ao proclamar o primado de Pedro sobre a Igreja, Jesus diz: “E eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.” (Mt 16, 18.) Nos muros da cidade, a “porta” é importante elemento nas guerras primitivas. Se ela resiste aos ataques do aríete invasor, os defensores estão seguros.

Ao longo da História, a Igreja foi cercada de inimigos ferozes. Perseguida por césares romanos e sultões orientais, seus fiéis foram caçados, exilados, condenados aos campos de concentração. Muitos exércitos invadiram Roma. Todos eles – tribos bárbaras, tropas napoleônicas, tanques nazistas – foram aniquilados a seu tempo, e a Igreja de Cristo permanece de pé.

Hoje, a hostilidade dos inimigos se mudou de tática. Mesmo sob os véus diáfanos da democracia, da liberdade de culto e do pluralismo ideológico, a Igreja ainda é o alvo preferencial do anticristo. Setas e obuses foram trocados por páginas de revistas e telas de TV. Ali, uma enxurrada de calúnias e de meias-verdades ainda visa à destruição do Corpo de Cristo, que é a Igreja.

Exemplo recente. Pelo Natal de 2005, o locutor da TV Globo leu notícia sobre pesquisas terapêuticas com células-tronco. Finda a nota, ele olhou para a câmara e acrescentou breve comentário: “A Igreja Católica não admite as pesquisas com células-tronco.” E o telespectador iludido vê a Igreja como uma entidade conservadora, inimiga da humanidade. Só que o comentário era falso. A Igreja se opõe ao uso de embriões humanos para tais pesquisas, mas admite o uso de tecido umbilical e de outras fontes. Mas o alvo já fora atingido…

Orai sem cessar: “Tuas muralhas estão constantemente sob os meus olhos.” (Is 49, 16)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

santini@novaalianca.com.brwww.novaalianca.com.br

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Comentário ao Evangelho do dia feito por:

Concílio Vaticano II
Constituição Dogmática sobre a Igreja, «Lumen Gentium», § 22


«Tu és Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a Minha Igreja»

Assim como, por instituição do Senhor, São Pedro e os restantes Apóstolos formam um colégio apostólico, assim de igual modo estão unidos entre si o Romano Pontífice, sucessor de Pedro, e os Bispos, sucessores dos Apóstolos. A natureza colegial da ordem episcopal, claramente comprovada pelos Concílios ecumênicos celebrados no decurso dos séculos, manifesta-se já na disciplina primitiva, segundo a qual os Bispos de todo o orbe comunicavam entre si e com o Bispo de Roma no vínculo da unidade, da caridade e da paz; e também na reunião de Concílios, nos quais se decidiram em comum coisas importantes, depois de ponderada a decisão pelo parecer de muitos; o mesmo é claramente demonstrado pelos Concílios Ecumênicos, celebrados no decurso dos séculos. E o uso já muito antigo de chamar vários Bispos a participarem na elevação do novo eleito ao ministério do sumo sacerdócio insinua-a já também. É, pois, em virtude da sagração episcopal e pela comunhão hierárquica com a cabeça e os membros do colégio que alguém é constituído membro do corpo episcopal.

Porém, o colégio ou corpo episcopal não tem autoridade a não ser em união com o Romano Pontífice, sucessor de Pedro, entendido com sua cabeça, permanecendo inteiro o poder do seu primado sobre todos, quer pastores quer fiéis. Pois o Romano Pontífice, em virtude do seu cargo de vigário de Cristo e pastor de toda a Igreja, tem nela pleno, supremo e universal poder que pode sempre exercer livremente. A Ordem dos Bispos, que sucede ao colégio dos Apóstolos no magistério e no governo pastoral, e, mais ainda, na qual o corpo apostólico se continua perpetuamente, é também, juntamente com o Romano Pontífice, sua cabeça, e nunca sem a cabeça, sujeito do supremo e pleno poder sobre toda a Igreja, poder este que não se pode exercer senão com o consentimento do Romano Pontífice. Só a Simão colocou o Senhor como pedra e clavário da Igreja (cfr. Mt. 16, 18-19), e o constituiu pastor de todo o Seu rebanho (cfr. Jo. 21, 15 ss.); mas é sabido que o encargo de ligar e desligar conferido a Pedro (Mt. 16,19) foi também atribuído ao colégio dos Apóstolos unido à sua cabeça (Mt. 18,18; 28, 16-20). Este colégio, enquanto composto por muitos, exprime a variedade e universalidade do Povo de Deus e, enquanto reunido sob uma só cabeça, revela a unidade do redil de Cristo.

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