Leituras de 23/02/11


ANO LITÚRGICO “A” – VII SEMANA DO TEMPO COMUM

Quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

SÃO POLICARPO, Bispo e Mártir

Vermelho – Prefácio dos Pastores ou Mártires – Ofício da Memória

******************************************

Antífona: Velarei sobre as minhas ovelhas, diz o Senhor; chamarei um pastor que as conduza e serei o seu Deus (Ez 34,11.23s).

Oração do Dia: Ó Deus, criador de todas as coisas, que colocastes o bispo são Policarpo nas fileiras dos vossos mártires, concedei-nos, por sua intercessão, participar com ele do cálice de Cristo e ressuscitar para a vida eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Primeira Leitura: Eclesiástico 4, 12-22

Leitura do livro do Eclesiástico:

4 12 A sabedoria inspira a vida aos seus filhos, ela toma sob a sua proteção aqueles que a procuram; ela os precede no caminho da justiça.
13 Aquele que a ama, ama a vida; aqueles que velam para encontrá-la sentirão sua doçura.

14 Aqueles que a possuem terão a vida como herança, e Deus abençoará todo o lugar onde ele entrar.

15 Aqueles que a servem serão obedientes ao Santo; aqueles que a amam serão amados por Deus.

16 Aquele que a ouve julgará as nações; aquele que é atento em contemplá-la permanecerá seguro.

17 Quem nela põe sua confiança tê-la-á como herança e sua posteridade a possuirá,

18 pois na provação ela anda com ele, e escolhe-o em primeiro lugar.

19 Ela traz-lhe o temor, o pavor e a aprovação. Ela o atormenta com sua penosa disciplina, até que, tendo-o experimentado nos seus pensamentos, ela possa confiar nele.

20 Então ela o porá firme, voltará a ele em linha reta. Ela o cumula de alegria,
21 desvenda-lhe seus segredos e enriquece-o com tesouros de ciência, de inteligência e de justiça.

22 Porém, se ele se transviar, ela o abandonará, e o entregará às mãos do seu inimigo.

Palavra do Senhor.

Graças a Deus!

Salmo Responsorial: 119/118

Os que amam a vossa lei têm grande paz!

Os que amam a vossa lei têm grande paz,
e não há nada que os faça tropeçar.

Serei fiel à vossa lei, vossa aliança;
os meus caminhos estão todos ante vós.

Que prorrompam os meus lábios em canções,
pois me fizestes conhecer vossa vontade!

Desejo a vossa salvação ardentemente
e encontro em vossa lei minha delícias!

Possa eu viver e para sempre vos louvar;
e que me ajudem, ó Senhor, vosso conselhos!

Evangelho: Marcos 9, 38-40

Aleluia, aleluia, aleluia.

Sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vem ao Pai, senão por mim (Jo 14,6).

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos:

Naquele tempo, 938 João disse-lhe: “Mestre, vimos alguém, que não nos segue, expulsar demônios em teu nome, e lho proibimos”.

39 Jesus, porém, disse-lhe: “Não lho proibais, porque não há ninguém que faça um prodígio em meu nome e em seguida possa falar mal de mim.
40 Pois quem não é contra nós, é a nosso favor”.

Palavra da Salvação.

Glória a Vós, Senhor!

Quem não é contra nós, é por nós… (Mc 9, 38-40)

Já sabemos que o Espírito sopra onde quer. (Jo 3, 8.) O Concílio Vaticano II reconheceu a existência de “sementes do Verbo” (cf. Ad Gentes, 11) em todos os povos e sociedades. Por isso mesmo, ninguém deve espantar-se de que Deus venha a agir por meio de pessoas de boa vontade que não pertencem à nossa Igreja, não professam a nossa fé e sequer tenham sido batizadas.

A tentação que nos assalta é a de assumir uma atitude “exclusivista”, apresentando nosso modo de ser como o “único caminho” e, ao mesmo tempo, condenando à exclusão (ou ao inferno!?) todas as pessoas diferentes que não têm a carteirinha de nosso clube. Trata-se de uma atitude tipicamente sectária, que não admite nenhum bem fora de seu próprio quintal…

Este lamentável partidarismo pode ser agravado a ponto de sentirmos ciúmes quando Deus age através de outros grupos, movimentos ou pessoas. Em lugar de nos alegrarmos com o bem realizado, assumimos atitudes de crítica, apontamos falhas e defeitos, zombamos acidamente daquilo que não temos possibilidade (ou coragem) de imitar!

Um caso concreto, em nossos dias, diz respeito aos movimentos e comunidades novas, onde o dedo de Deus se faz visível quando eles assumem diaconias, cuidam dos moradores de rua, alimentam os pobres, acolhem menores abandonados, reavivam a adoração ao Santíssimo Sacramento, pregam um Evangelho exigente. Se nosso grupo, paróquia ou Instituto está morno, será ainda maior o risco de apontar um dedo acusador contra estes irmãos que se esforçam por dar uma resposta a Deus que chama a amar…

Jesus não poderia ser mais claro: “Quem não é contra nós, é por nós”. Se temos sensibilidade eclesial, perceberemos que a Igreja se enriquece com a diversidade dos carismas, por mais estranhos que eles tenham sido na História, como os estilitas (que passavam a vida sobre uma coluna), os eremitas do deserto (como Charles de Foucauld em pleno Séc. XX) ou os “loucos de Deus”, andarilhos que palmilhavam continuamente as estradas da estepe russa.

Os contemplativos, no silêncio, rezarão pelos missionários das aldeias indígenas. Os agentes que fazem a animação das associações de bairro darão graças a Deus pelo louvor barulhento de seus irmãos carismáticos. E assim, em clima de fraternidade, o Reino de Deus crescerá no meio de nós…

Somo ou divido? Reconheço o dedo de Deus no meio dos meus irmãos diferentes de mim? Ou cedo à crítica, à calúnia e à maledicência?

Orai sem cessar: “Oh! Como é bom e agradável irmãos unidos viverem juntos!” (Sl 133, 1)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

santini@novaalianca.com.brwww.novaalianca.com.br

*****************************************

Comentário ao Evangelho do dia feito por:

Pio XII, papa entre 1939 e 1958
Encíclica «Mystici Corporis Christi», nº 94

«Quisemos impedi-lo porque não nos segue»

Imitemos a vastidão daquele amor do próprio Jesus, modelo supremo de amor pela Igreja. É certo que esposa de Cristo é só a Igreja; contudo, o amor do divino Esposo é tão vasto que a ninguém exclui e, na Sua esposa, abraça a todo o gênero humano; pois que o Salvador derramou o Seu sangue na cruz para conciliar com Deus a todos os homens de todas as nações e estirpes, e para os reunir num só corpo. Por conseguinte, o verdadeiro amor da Igreja exige, não só que sejamos todos no mesmo corpo membros uns dos outros, cheios de mútua solicitude (cf. R m 12, 5; 1Cor 12, 25), membros que se alegrem com os que se alegram e sofram com os que sofrem (cf. lCor 12, 26), mas que também nos outros homens, ainda não incorporados conosco na Igreja, reconheçamos outros tantos irmãos de Jesus Cristo segundo a carne, chamados como nós para a mesma salvação eterna.

É verdade que hoje não faltam – e é um grande mal – os que vão exaltando a rivalidade, o ódio, o rancor, como coisas que elevam e nobilitam a dignidade e o valor do homem. Nós, porém, que magoados vemos os funestos frutos de tal doutrina, sigamos o nosso Rei pacífico, que nos ensinou a amar os que não são da mesma nação ou mesma estirpe (cf. Lc 10, 33-37) e até os próprios inimigos (cf. Lc 6, 27-35; Mt 5, 44-48). Nós, compenetrados dos suavíssimos sentimentos do Apóstolo das gentes, com ele cantemos o comprimento, a largura, a sublimidade, a profundeza da caridade de Cristo (cf. Ef 3, 18), que nem a diversidade de nacionalidade, ou de costumes pode quebrar, nem a vastidão imensa do oceano diminuir, nem as guerras, justas ou injustas, arrefecer.

Anúncios
Esse post foi publicado em Geral. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s