Leituras de 01/03/11


ANO LITÚRGICO “A” – VIII SEMANA DO TEMPO COMUM

Terça-feira, 1º de março de 2011

Verde – Ofício do Dia

******************************************

Antífona: O Senhor se tornou o meu apoio, libertou-me da angústia e me salvou porque me ama (Sl 17,19s).

Oração do Dia: Fazei, ó Deus, que os acontecimentos deste mundo decorram na paz que desejais e vossa Igreja voz possa servir alegre e tranquila. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Primeira Leitura: Eclesiástico 35, 1-15

Leitura do livro do Eclesiástico:

35 1 Aquele que observa a lei faz numerosas oferendas.

2 É um sacrifício salutar guardar os preceitos, e apartar-se de todo pecado.

3 Afastar-se da injustiça é oferecer um sacrifício de propiciação, que consegue o perdão dos pecados.

4 Aquele que oferece a flor da farinha dá graças, e o que usa de misericórdia oferece um sacrifício.

5 Abster-se do mal é coisa agradável ao Senhor; o fugir da injustiça alcança o perdão dos pecados.

6 Não te apresentarás diante do Senhor com as mãos vazias,

7 pois todos (esses ritos) se fazem para obedecer aos preceitos divinos.
8 A oblação do justo enriquece o altar; é um suave odor na presença do Senhor.

9 O sacrifício do justo é aceito (por Deus). O Senhor não se esquecerá dele.
10 Dá glória a Deus de bom coração e nada suprimas das primícias (do produto) de tuas mãos.

11 Faze todas as tuas oferendas com um rosto alegre, consagra os dízimos com alegria.

12 Dá ao Altíssimo conforme te foi dado por ele, dá de bom coração de acordo com o que tuas mãos ganharam,

13 pois o Senhor retribui a dádiva, e recompensar-te-á tudo sete vezes mais.

14 Não lhe ofereças dádivas perversas, pois ele não as aceitará.

15 Nada esperes de um sacrifício injusto, porque o Senhor é teu juiz, e ele não faz distinção de pessoas.

Palavra do Senhor.

Graças a Deus!

Salmo Responsorial: 50/49

A todos que procedem retamente
eu mostrarei a salvação que vem de Deus.

“Reuni à minha frente os meus eleitos,
que selaram a aliança em sacrifícios!”
testemunha o próprio céu seu julgamento,
porque Deus mesmo é juiz e vai julgar.

“Escuta, ó meu povo, eu vou falar;
Ouve, Israel, eu tenho contra ti:
eu, o Senhor, somente eu, sou o teu Deus!
Eu não venho censurar teus sacrifícios,
pois sempre estão perante mim teus holocaustos.

Imola a Deus um sacrifício de louvor
e cumpre os votos que fizeste ao Altíssimo.
Quem me oferece um sacrifício de louvor,
este, sim, é que me honra de verdade.
A todo homem que procede retamente,
eu mostrarei a salvação que vem de Deus”.

Evangelho: Marcos 10, 28-31

Aleluia, aleluia, aleluia.
Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, pois revelaste os mistérios do teu reino aos pequeninos, escondendo-os aos doutores! (Mt 11,25).

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos:

Naquele tempo, 1028 Pedro começou a dizer-lhe: “Eis que deixamos tudo e te seguimos.”

29 Respondeu-lhe Jesus. “Em verdade vos digo: ninguém há que tenha deixado casa ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou filhos, ou terras por causa de mim e por causa do Evangelho
30 que não receba, já neste século, cem vezes mais casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e terras, com perseguições e no século vindouro a vida eterna.
31 Muitos dos primeiros serão os últimos, e dos últimos serão os primeiros.”

Palavra da Salvação.
Glória a Vós, Senhor!

Deixamos tudo…(Mc 10, 28-31)

Então, amigo Pedro, vocês deixaram tudo por Jesus… Tudo, mesmo? Ora, eu sei muito bem o que vocês deixaram… Uma barca velha, cansada de vogar. Umas redes podres, que vocês viviam remendando (cf. Mc 1, 19). Um lago pobre, que só dava peixes quando o Mestre fazia milagres (cf. Lc 5, 5-7; Mt 17, 27; Jo 21, 6-8). Grande coisa vocês deixaram!!!

Bem, não devo exagerar: reconheço que deixaram também o velho pai e por certo romperam com certas garantias. Levi-Mateus deixou sua “produtiva” coletoria de impostos. Mesmo assim, que bela vantagem vocês levaram! Entre Jesus e “tudo”, vocês não tinham mesmo que hesitar…

Você se lembra de Paulo de Tarso? Após conhecer Jesus na estrada de Damasco, também ele abriu mão de tudo para seguir o Mestre: pátria, raça, a Lei, a cidadania. Lembra suas palavras? “Todas essas coisas, que para mim eram ganhos, eu as considerei como esterco por causa de Cristo!” (Fl 3, 7)

Desde esse dia, à margem do lago, vocês levaram vida de peregrinos, quase uns mendigos, palmilhando as estradas da Palestina poeirenta. Mas valeu a pena ser mendigo de coisas e ter o coração cheio de amor, não é?

Aliás, foi pensando nisso que escrevi meu soneto “O Mendigo Feliz”:

Nada tenho de meu. Nada de mim.

Meu derradeiro asse – meu seguro –

Caiu das minhas calças pelo furo

E do bolso rolou pelo jardim.

Assento-me no banco, entre o jasmim

E a roseira de hálito tão puro,

Que estende suas flores sobre o muro,

Sangrando no cimento o seu carmim…

Sou mendigo. Assento-me na praça

Para esperar – quem sabe? – o Amor que passa

E traz a esmola humilde que eu nem quis…

Apenas um mendigo sem um nome,

Mas se o Amor me vem matar a fome,

Posso morrer… Mendigo, mas feliz…

Orai sem cessar: “De todo o meu coração eu te procuro, Senhor!” (Sl 119, 10)

Texto e poema de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

santini@novaalianca.com.br www.novaalianca.com.br

*************************************************

Comentário ao Evangelho do dia feito por:

Tomás de Celano (c. 1190-v. 1260), biógrafo de São Francisco e de Santa Clara

Vida de Santa Clara, §§ 25-28 (a partir da trad. Vorreux, Documents, Eds. Franciscanas 1983, p. 615 rev.)

Deixar tudo para O seguir

Havia já quarenta anos que Clara, segundo a comparação utilizada por São Paulo (1Cor 9, 24), corria no estádio da grande pobreza. Ela aproximava-se da meta da sua vocação celeste e da recompensa prometida ao vencedor. […] A Divina Providência apressava-Se a cumprir o que havia previsto para Clara: Cristo quer introduzir a pobrezinha no Seu palácio real no termo da sua peregrinação. Quanto a ela, aspirava com todo o arrebatamento do seu desejo […] contemplar, reinando no alto em toda a Sua glória, o Cristo que imitara na Terra na sua pobreza. […]

Todas as suas filhas estavam reunidas em torno do leito da mãe. […] Dirigindo-se então a si mesma, Clara disse à sua alma: «Parte com toda a segurança, pois tens um bom guia para o caminho. Parte, pois Aquele que te criou também te santificou; Ele sempre te protegeu e amou com um amor terno, como uma mãe ama o seu filho. Abençoado sejas, Senhor, Tu que me criaste!» Uma irmã perguntou-lhe a quem se dirigia ela. Clara respondeu: «À minha alma abençoada». O seu guia para o caminho não estava longe. Com efeito, voltando-se para uma das suas filhas, perguntou-lhe: «Estás a ver o Rei de glória que eu entrevejo?» […]

Bendita seja a sua saída deste vale de misérias, uma saída que foi para ela a entrada na vida bem-aventurada! Em recompensa dos seus jejuns neste mundo, conhece agora a alegria que reina à mesa dos santos; em troca dos andrajos e das cinzas, entrou na posse da beatitude do Reino dos Céus onde está vestida com as vestes da glória eterna.

Anúncios
Esse post foi publicado em Geral. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s